Mark Zuckerberg, cofundador e presidente da Meta (grupo que detém Facebook, Instagram e WhatsApp), encontrou-se com Donald Trump na Casa Branca, sede do poder executivo nos Estados Unidos, dias antes do presidente americano postar nas redes sociais uma ameaça aos países que pretendem tributar e regular as grandes empresas de tecnologia digital de seu país.
Segundo a agência de notícias Bloomberg, Zuckerberg aproveitou o encontro para apresentar a Trump sua preocupação com os planos de diversos países de criar impostos sobre as receitas das empresas digitais obtidas por meio da venda de serviços às populações locais. Nada menos que 98% do faturamento da Meta vem da venda de publicidade online, serviço que está na mira da tributação em diversos países, inclusive no Brasil.
Dias depois da conversa com Zuckerberg, na segunda-feira, 25, Trump publicou em sua rede social Truth Social que vai enfrentar “os países que atacam nossas incríveis empresas de tecnologia americanas”. Segundo ele, “impostos, leis, regras ou regulamentações digitais são todos projetados para prejudicar ou discriminar a tecnologia americana”. As nações que seguirem esse caminho, avisou Trump, serão submetidas a “tarifas adicionais substanciais sobre as exportações daquele país para os EUA”, além de “restrições à exportação de nossa tecnologia e chips altamente protegidos”.
Reportagem de capa da revista VEJA NEGÓCIOS deste mês mostra que os tarifaços de Trump estão sendo usados na estratégia das big techs contra regulação digital e para não ter que pagar imposto sobre seus lucros mundo afora. A pressão política sobre o governo brasileiro e sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) faz parte dessa ofensiva.