Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um homem tenta apagar, com um pedaço de pano, o princípio do incêndio que atingiu um bar lotado na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, no Ano-Novo. Ao menos 47 pessoas morreram e mais de 110 ficaram feridas. Nas imagens, vários jovens gravam as chamas de maneira despreocupada, sem sugerir que estavam prestes a fugir do local.
Autoridades suíças começaram a identificar nesta sexta-feira, 2, as vítimas. O processo deve levar dias, já que a maioria dos corpos está carbonizada. O primeiro nome divulgado foi Emanuele Galeppini, golfista italiano de 16 anos que vivia em Dubai e integrava seleções juvenis da Itália. O adolescente estava em Crans-Montana com a família para as festas de fim de ano. Segundo a imprensa italiana, ele foi ao bar Le Constellation com dois amigos, que conseguiram escapar e foram levados a hospitais da região.
O incêndio ocorreu por volta da 1h30 da madrugada de 1º de janeiro, quando o bar estava cheio, sobretudo de jovens que comemoravam o Ano-Novo. Imagens analisadas por investigadores e divulgadas por veículos europeus mostram que o fogo se espalhou em segundos, num fenômeno conhecido como flashover, quando todo o ambiente entra em combustão quase simultaneamente.
A principal linha de investigação aponta para o uso de garrafas de champanhe com faíscas ou sinalizadores, prática comum em casas noturnas europeias como parte de apresentações festivas. Vídeos promocionais antigos do Le Constellation, resgatados pela imprensa suíça e francesa, mostram funcionários circulando com esse tipo de artefato aceso, o que reforçou suspeitas de que o fogo tenha começado no teto do subsolo, possivelmente revestido por material inflamável.
O caso provocou comoção internacional e reacendeu o debate sobre segurança em ambientes fechados, especialmente após tragédias semelhantes registradas nos últimos anos, como o incêndio em uma boate na Macedônia do Norte e episódios envolvendo pirotecnia em clubes na Espanha e na Rússia.