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Venezuela promete libertar mais 116 presos políticos em meio a crise com EUA

A ONG venezuelana Foro Penal informou que 24 presos políticos foram soltos na Venezuela nesta segunda-feira, 12, elevando o total para pelo menos 41 desde que o governo venezuelano anunciou que faria “um número significativo” de libertações na semana passada. Nas últimas horas, Caracas prometeu que mais 116 pessoas deixariam a prisão.

Parte de um lento processo de solturas anunciado na semana passada, após o ataque dos Estados Unidos que capturou e depôs o ditador Nicolás Maduro, a medida, sustenta o governo interino da presidente Delcy Rodríguez, é “um gesto de busca pela paz” e não faz parte de um acordo com Washington.

“Essas medidas beneficiaram indivíduos privados (de liberdade) por atos associados a perturbar a ordem constitucional e atentar contra a estabilidade da nação”, afirmou o Ministério dos Serviços Penitenciários em comunicado nesta segunda.

O Foro Penal confirmou que 24 foram soltos nas primeiras horas da manhã, um avanço para a longeva campanha de grupos de direitos humanos, organizações internacionais e figuras da oposição.

“Pelo menos 24 presos políticos foram libertados na manhã de hoje. Nove mulheres foram libertadas da prisão de Las Crisálidas e 15 homens da prisão de Rodeo I, incluindo o cidadão italiano Alberto Trentini”, disse Alfredo Romero, diretor da ONG.

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Na última quinta-feira 8, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou a operação como um gesto unilateral, após a prisão de Maduro por forças americanas e o anúncio do presidente Donald Trump de que seu governo controlaria o país. O ditador foi levado a Nova York, onde responde em processo por “narcoterrorismo”.

No entanto, são libertações a conta-gotas. Em 5 de janeiro, segundo dados do Foro Penal, havia 806 “presos políticos” na nação sul-americana.

María Corina no Vaticano

Enquanto isso, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, foi recebida no Vaticano pelo papa Leão XIV.

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Primeiro pontífice americano, ele defendeu que a Venezuela permaneça “um país independente” em um importante discurso sobre política externa na última sexta 9, quando também condenou, sem citar Trump diretamente, o uso da força militar para atingir objetivos diplomáticos e pediu a proteção dos direitos humanos no país.

Machado, ex-deputada, foi impedida de concorrer às eleições presidenciais venezuelanas de 2024 pelas autoridades leais a Maduro. A líder política apoiou um candidato alternativo, Edmundo González Urrutia, que, segundo pesquisas independentes, venceu o pleito com quase 70% dos votos. No entanto, em meio a acusações de fraude, Maduro reivindicou a vitória.

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