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Venezuela: petroleiras americanas disparam 7% no pré-mercado após captura de Maduro

As ações das maiores petroleiras americanas dispararam no pré-mercado americano nesta segunda-feira, 5, após os Estados Unidos atacar a Venezuela e retirar o ditador, Nicolás Maduro, do poder. Durante a coletiva de imprensa realizada no sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro que as empresas americanas devem explorar o petróleo venezuelano.

Por volta das 9h15, as ações da Chevron disparavam 7,33% no pré-mercado da Bolsa de Nova York, a NYSE. Já as ações da Exxon Mobil subiam 4,68%. A reserva petrolífera da Venezuela é estimada em 303 bilhões de barris de petróleo. O preço do petróleo no fechamento do mercado na última sexta-feira, 2, estava em US$ 60,75.  Ao multiplicar a quantidade de barris pelo preço do mercado internacional, as reservas venezuelanas alcançam um valor a mercado estimado de 18,4 trilhões de dólares.

Especialistas apontam que o petróleo é o principal motivo para os Estados Unidos atacarem militarmente a Venezuela e capturar Maduro. Durante coletiva de imprensa, o presidente americano citou a palavra petróleo 15 vezes. Já a palavra democracia, que normalmente é usada como justificativa nesse tipo de operação, não foi dita nenhuma vez durante o discurso.

“A nossa presença na Venezuela tem tudo a ver com o petróleo. Acho que nós teremos muita riqueza saindo daquele solo e essa riqueza vai ajudar os Estados Unidos na forma de reembolso pelos danos causados ao nosso país”, disse Trump. Ele comentou que petrolíferas americanas “vão entrar, investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura, que está em péssimo estado, e começar a gerar lucro para o país”.

O governo americano também deixou claro que não haverá eleições na Venezuela e que a oposição de Maduro, liderada por María Corina Machado, não chegará ao poder. Ao que tudo indica, os EUA mantiveram a ditadura venezuelana, mas a liderança atual tende a ser aliada dos americanos.

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Em carta aberta ao governo americano, a presidente interina, Delcy Rodríguez, antiga vice de Maduro, afirmou que deve trabalhar em colaboração com os Estados Unidos. A nova líder diz que considera prioritário avançar para um relacionamento internacional equilibrado e respeitoso entre os EUA e a Venezuela, e entre a Venezuela e os países da região, baseado na igualdade soberana e na não ingerência.

“Estendemos o convite ao governo dos EUA para trabalharmos conjuntamente em uma agenda de cooperação, voltada ao desenvolvimento compartilhado, no marco da legalidade internacional e que fortaleça uma convivência comunitária duradoura”, diz a carta.

Em suma, o mercado vê a intervenção do governo americano na Venezuela como algo positivo para as empresas dos EUA, visto que a nova ditadura Venezuelana tende a ser favorável a Washington, que planeja explorar cerca de 18,4 trilhões de dólares em reservas de petróleo do país latino-americano.

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