Cinco anos depois de ter suas contas bancárias encerradas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu levar o caso aos tribunais. Na quinta-feira, 22, ele entrou com uma ação judicial contra o JPMorgan Chase e seu diretor-presidente, Jamie Dimon, exigindo US$ 5 bilhões em indenização por suposta discriminação política.
O episódio que fundamenta o processo remonta a fevereiro de 2021, poucas semanas após Trump deixar a Casa Branca. À época, o maior banco americano informou que encerraria, em 60 dias, diversas contas pessoais e empresariais ligadas ao então ex-presidente. Segundo a defesa, o banco não apresentou justificativas formais nem ofereceu direito de contestação, e alega que a decisão refletiu o ambiente político do pós-eleição e os desdobramentos da invasão do Capitólio, ocorrida em janeiro daquele ano.
O JPMorgan rejeita a acusação. Em nota, o banco afirmou que não fecha contas por motivos políticos ou religiosos, mas quando identifica riscos legais ou regulatórios. Dimon, citado nominalmente no processo, já declarou ao Congresso que exigências regulatórias cada vez mais pesadas acabam levando instituições a se afastar de clientes controversos.
O clima entre eles ficou mais tenso na semana passada, quando Trump irritou o setor com a proposta de impor um teto de 10% aos juros de cartões de crédito, um mercado no qual o JPMorgan é protagonista. O banco reagiu “que combateria qualquer esforço para implementar tal limite”.