O presidente Donald Trump afirmou na noite desta quarta-feira, 7, que a Venezuela usará os lucros da venda de petróleo aos Estados Unidos para comprar apenas produtos americanos.
“Acabo de ser informado de que a Venezuela passará a comprar APENAS produtos fabricados nos Estados Unidos, com o dinheiro que receberá do nosso novo acordo de petróleo”, escreveu Trump na rede Truth Social. “Essas compras incluirão, entre outras coisas, produtos agrícolas americanos, além de medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos fabricados nos Estados Unidos para melhorar a rede elétrica e as instalações de energia da Venezuela.”
“Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os Estados Unidos da América como seu principal parceiro — uma escolha sábia e algo muito positivo para o povo da Venezuela e dos Estados Unidos”, finalizou o republicano.
Nesta terça, Trump anunciou que a Venezuela vai entregar até 50 milhões de barris de petróleo ao país americano. “Tenho o prazer de anunciar que as Autoridades Interinas da Venezuela irão entregar entre 30 e 50 MILHÕES de barris de petróleo de alta qualidade, sancionado, aos Estados Unidos da América”, escreveu o republicano na rede Truth Social. “Esse petróleo será vendido a preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como Presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos.”
“Pedi ao Secretário de Energia, Chris Wright, que execute esse plano imediatamente”, seguiu Trump. “O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente aos terminais de descarga nos Estados Unidos. Agradeço a atenção a este assunto.”
O anúncio ocorreu três dias depois da derrubada do ditador Nicolás Maduro, que foi capturado na madrugada do último sábado, 3, junto com sua esposa, Cilia Flores, e levado a Nova York. Na Venezuela, na segunda, tomou posse como presidente interina a vice de Maduro, Delcy Rodríguez. Em entrevista à NBC News, Trump afirmou que Rodríguez tem cooperado com autoridades americanas, mas negou que tenha havido algum tipo de aviso ou comunicação entre os EUA e interlocutores dela antes da derrubada de Maduro.
Na mesma entrevista, Trump descartou a ideia de fazer novas eleições na Venezuela em trinta dias e disse que é preciso, primeiro, “consertar o país”: “Não dá para ter uma eleição. Não há como as pessoas sequer conseguirem votar”, disse Trump. “Não, isso vai levar um período de tempo. Nós temos — nós temos que cuidar do país até que ele recupere a saúde”.