O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste sábado, 10, em sua redes social Truth Social uma mensagem direcionada à República Islâmica do Irã, onde a população há duas semanas vem realizando protestos contra o regime dos aiatolás.
Trump disse que o Irã “procura a liberdade” como nunca antes. “Os EUA estão prontos para ajudar”, escreveu o presidente. Após postar a mensagem, o presidente norte-americano não fez mais nenhum comentário a respeito e nem deu explicações de como poderia ser essa ajuda.
Mais de 200 manifestantes teriam sido assassinados pelo regime
A mensagem do presidente norte-americano foi divulgada na tarde deste sábado, o mesmo dia que foi foi marcado pelo aumento da repressão brutal do regime dos aiatolás contra seu povo na República Islâmica do Irã.
No país comandado com mãos de ferro pelo autoritário aiatolá Ali Khamenei, mais de 200 manifestantes teriam sido assassinados pelo regime nos últimos dias, conforme notícias divulgadas pela AP. As forças do regime estão utilizando munição real para atacar o povo.
Além de atacar os cidadãos, o regime cortou o acesso à internet da população. Qualquer pessoa que vá para a rua marchar contra as imposições do regime é considerada um inimigo de deus que estaria traindo a nação iraniana, criando insegurança e buscando “dominação estrangeira”, passível de pena de morte.
O regime teocrático cortou o acesso à internet da população poucos minutos após 20 horas da última quinta-feira, como forma de sufocar a comunicação interna e com outros países. Mais de 85 milhões de habitantes ficaram sem contato com familiares, amigos e com o exterior. A internet, por onde eram divulgadas as atrocidades, é uma das maiores ameaças ao regime.
Os bloqueios de internet e de telefone, além de impedirem a divulgação da matança de cidadãos durante os protestos, impede que o mundo saiba a extensão da crise econômica vivida pelo povo, em função da incompetência dos aiatolás para administrarem a economia do país.
Na Venezuela, Trump determinou captura de Maduro
A mensagem de Trump é feita menos de uma semana após os EUA interferirem na política externa de outra ditadura. No último sábado, dia 3, forças norte-americanas invadiram o território da Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro em um bunker dentro de uma unidade militar em Caracas. A operação deixou um saldo de 100 mortos, pelo menos 30 deles militares cubanos que cuidavam da segurança pessoal do presidente venezuelano.
Maduro está preso em Nova Iorque, onde vai responder pelas acusações de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de metralhadoras e artefatos destrutivos. A esposa de Maduro, Cília Fores, também está presa em Nova Iorque, onde vai ser julgada por colaborar com o marido. Maduro pode ser condenado à prisão perpétua.