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Trump convida Putin para integrar ‘conselho de paz’ que governará Gaza

O presidente russo, Vladimir Putin, foi convidado a integrar o “conselho da paz”, um órgão idealizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidido pelo próprio, cujo objetivo é governar a Faixa de Gaza de forma interina até a formação de um governo local.

“O presidente Putin recebeu, por meio de canais diplomáticos, um convite para integrar este conselho da paz”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas. Ele acrescentou que o governo russo está analisando o convite e “espera obter mais detalhes do lado americano”.

A criação do conselho é um passo fundamental no roteiro criado pelos Estados Unidos, e apoiado no Conselho de Segurança da ONU, para desmilitarizar e reconstruir Gaza após dois anos de guerra entre Israel e o Hamas. Descrito por Trump como “o maior e mais prestigioso Conselho já formado”, o comitê incluirá o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, o argentino Javier Milei, o líder egípcio, Abdel Fattah el-Sisi, bem como Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também receberam convites para participar, de acordo com declarações deles ou de seus gabinetes.

Segundo a Casa Branca, o Conselho da Paz vai discutir questões como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.

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“Esse órgão estabelecerá a estrutura e administrará o financiamento para a reconstrução de Gaza até que a Autoridade Palestina conclua seu programa de reformas, conforme delineado em várias propostas, incluindo o plano de paz do Presidente Trump em 2020 e a proposta saudita-francesa, e possa retomar o controle de Gaza de forma segura e eficaz. Esse órgão recorrerá aos melhores padrões internacionais para criar uma governança moderna e eficiente que sirva à população de Gaza e seja propícia à atração de investimentos”, explica.

Segunda fase do cessar-fogo

Na semana passada, o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, anunciou o início da segunda fase do cessar-fogo em Gaza, que pausou a guerra Israel-Hamas em outubro do ano passado. No X, antigo Twitter, ele advertiu que os Estados Unidos esperam que “o Hamas cumpra integralmente suas obrigações, incluindo a devolução imediata do último refém falecido” e que “não cumprimento acarretará sérias consequências”. A nova etapa prevê o desarmamento do grupo palestino e o começo da reconstrução do enclave.

“A Fase Dois estabelece uma administração palestina tecnocrática de transição em Gaza, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), e inicia a desmilitarização e reconstrução completas de Gaza, principalmente o desarmamento de todo o pessoal não autorizado”, escreveu Witkoff.

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, havia informado que “chegou-se a um consenso sobre os membros” do comitê tecnocrático palestino de 15 pessoas que governará temporariamente a Faixa de Gaza. Os nomes ainda não foram divulgados.

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