O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou neste sábado uma ordem executiva para impedir que tribunais de Justiça, por iniciativa de credores, confisquem dinheiro de venda de petróleo da Venezuela mantidas em contas do Tesouro norte-americano. A informação é da Casa Branca.
A arrecadação de dinheiro de venda de petróleo venezuelano ficará sob a custódia dos Estados Unidos para iniciativas governamentais e diplomáticas, conforme informou o governo Trump. A ordem executiva informa que o dinheiro arrecadado com a venda de petróleo oriundo da Venezuela terá de ser destinada para criar “paz, prosperidade e estabilidade”, conforme noticiou a Reuters.
A iniciativa de Trump é consequência das medidas impostas pelo governo dos EUA à Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro. No último sábado, dia 3, forças norte-americanas capturaram Maduro em um bunker subterrâneo dentro de uma unidade militar em Caracas. A operação deixou um saldo de 100 mortos. Entre os mortos estavam pelo menos 30 cubanos que cuidavam da segurança pessoal do presidente venezuelano.
Maduro está preso em Nova Iorque, onde vai responder pelas acusações de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de metralhadoras e artefatos destrutivos. A esposa de Maduro, Cília Fores, também está presa em Nova Iorque, onde vai ser julgada por colaborar com o marido. Maduro pode ser condenado à prisão perpétua.
Ordem de Trump estabelece controle sobre ativos da Venezuela
A ordem assinada por Trump, além de impor um controle sobre ativos da Venezuela, decorrentes da renda do petróleo, ajuda a restabelecer os negócios de petrolíferas norte-americanas no país de Nicolás Maduro. Empresas como Conoco e Exxon tiveram seus ativos nacionalizados na era de Hugo Chávez, há 20 anos, e nunca conseguiram receber o dinheiro do prejuízo.
Antes de assinar a ordem executiva, Trump teve reuniões com executivos das empresas Chevron, Exxon e Conosco. O encontro foi para tentar incentivar as empresas a voltarem a investir na Venezuela. Para assinar a ordem executiva, o presidente norte-americano citou a Lei de Emergências Nacionais e a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
O documento assinado por Trump não inclui os nomes dessas empresas prejudicadas pelo regime socialista da Venezuela. A ordem diz que o dinheiro é propriedade soberana da Venezuela e que não está sujeito a reivindicações de empresa privadas.
“O presidente Trump está impedindo a apreensão da receita petrolífera venezuelana, o que poderia prejudicar os esforços cruciais dos EUA para garantir a estabilidade econômica e política na Venezuela”, informou a Casa Branca. Um acordo entre os EUA e a presidente Delcy Rodríguez prevê o fornecimento de pelo menos 50 milhões de barris de petróleo bruto aos EUA, onde o produto será refinado.