A surfista paranaense Luara Mandelli terminou o Pro Junior da World Surf League (WSL), disputado nas Filipinas, na 9ª colocação geral. O resultado colocou a brasileira entre as dez melhores atletas do ranking mundial júnior e marcou sua estreia no principal circuito internacional da categoria, considerado a porta de entrada para a elite do surfe profissional.
A etapa foi realizada em Monalisa Point, pico conhecido por ondas de direita técnicas, que exigem leitura precisa do mar, escolha correta das ondas e execução limpa das manobras. O Pro Junior reúne apenas 24 atletas por etapa, com duas vagas destinadas a cada continente, o que torna a competição uma das mais seletivas do calendário internacional da base.
Luara garantiu vaga no evento após conquistar o vice-campeonato sul-americano, resultado que a colocou no radar da WSL
Como foi a competição?
Nos primeiros dias de competição, o mar apresentou ondas com melhor formação e mais fluidez, cenário que favoreceu o desempenho da brasileira. As condições lembravam as de seu local de treino, o Pico de Matinhos, no litoral do Paraná, o que permitiu um surfe mais solto e consistente. Nessas fases iniciais, Luara conseguiu boas performances e mostrou segurança mesmo diante de atletas mais experientes, como a japonesa Sumomo Sato.
Com o avanço do campeonato, no entanto, o mar perdeu força e as disputas passaram a ser definidas em poucas oportunidades. As baterias ficaram mais travadas, com maior peso para a escolha de ondas e para decisões estratégicas. Foi nesse contexto que Luara chegou às quartas de final, enfrentando Bella Kenworthy, wild card da etapa e atual 13ª colocada do Championship Tour.
A bateria foi marcada por poucas chances claras de pontuação. Luara terminou em segundo lugar, resultado suficiente para encerrar sua participação na 9ª colocação geral, dentro do top 10 da etapa e do ranking mundial júnior.
Desempenho consistente no cenário internacional
Em dezembro de 2025, Luara já havia terminado o ISA World Junior na 10ª colocação, alcançando o top 10 em outra das principais competições da categoria.
Após a etapa nas Filipinas, Luara segue para o Havaí, onde participa de um período de treinos intensivos na Casa Brasil, projeto da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A atleta foi selecionada para integrar o grupo ao lado de outros nomes da nova geração e passa por um programa voltado ao aprimoramento técnico em ondas de maior risco e complexidade.
Depois do período de preparação no Havaí, Luara retorna ao calendário nacional e internacional.