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Super quarta testa nervos e apostas do mercado

A última semana de janeiro chega com aquele combo que costuma tirar o sono dos investidores: a chamada “super quarta”. É quando as decisões de juros de lá e de cá se encontram, mexendo diretamente com o humor do mercado. Antes das decisões, o clima é de especulação; depois, vem a ressaca — seja ela de alívio, frustração ou correção de rota. A expectativa dominante é de cautela: nos Estados Unidos, a chance de corte é pequena; no Brasil, o consenso aponta para manutenção.

No exterior, o foco está no Federal Reserve, que encerra sua primeira reunião do ano em meio a divergências internas sobre o ritmo adequado da política monetária. O mercado aposta que os juros fiquem onde estão, após o corte de dezembro, já que o mercado de trabalho segue resiliente e a inflação teima em não ceder como o desejado. Para apimentar ainda mais, circula a possibilidade de anúncio do sucessor de Jerome Powell, cujo mandato termina em maio — um potencial catalisador extra para os preços dos ativos.

No Brasil, a leitura é semelhante: poucos dados novos desde dezembro e apostas concentradas na manutenção pelo Banco Central do Brasil. Os números de emprego saem só na sexta-feira, quando a decisão já estará tomada. No meio disso tudo, a temporada de balanços ajuda a calibrar expectativas globais, com resultados de Apple, Meta e Microsoft jogando luz sobre a demanda por IA e investimentos em datacenters. Traduzindo o economês: semana de emoção forte, pouca ousadia dos bancos centrais e mercado reagindo a cada vírgula dos comunicados.

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