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Só um governador presidenciável ainda está em silêncio sobre crise na Venezuela

Com a eclosão do conflito bélico na Venezuela neste sábado, 3, governos e líderes políticos do Brasil rapidamente se pronunciaram. No entanto, entre os governadores de oposição a Lula e que pretendem disputar as eleições presidenciais em 2026, só um continua em silêncio — até a publicação deste texto. O silêncio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se destacou entre as declarações de seus possíveis companheiros de corrida eleitoral.

Enquanto o ex-ministro de Bolsonaro se manteve neutro, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) usou as redes sociais para parabenizar o presidente americano, Donald Trump, pela sua ação de guerra: “Quero parabenizar o presidente Trump pela brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela, um povo que estava sendo oprimido há décadas por tiranos antidemocráticos. Viva a liberdade! Viva a democracia! Viva a Venezuela!”, escreveu.

 

Do mesmo partido que ele, mas sempre mais moderado e diplomático em suas declarações, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) falou sobre sua “profunda preocupação com a escalada de tensão em nossa região”. Ele não poupou críticas ao regime ditatorial de Maduro, mas ressaltou que a soberania de uma nação não deve ser violada: “A violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável. Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas. Minha solidariedade ao povo venezuelano neste momento difícil”.

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), também celebrou as ações de guerra de Trump, que bombardeou Caracas e várias outras cidades da Venezuela antes de capturas Maduro. “Que este 3 de janeiro entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista. Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país”, escreveu o goiano.

 

Na mesma linha falou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que desejou que a queda de Maduro torne a Venezuela aberta ao mercado em um futuro breve. “Que a queda de Maduro sirva para que o povo venezuelano finalmente reencontre paz, estabilidade e o caminho do desenvolvimento”, disse.

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