counter Síndrome do impostor: o medo que se disfarça de prudência – Forsething

Síndrome do impostor: o medo que se disfarça de prudência

Você recebe uma proposta que deveria trazer orgulho.

Uma promoção. Um convite. Uma oportunidade que, em tese, confirma tudo o que você construiu.

E, ainda assim, algo trava.

A alegria dura pouco.

Logo surgem pensamentos que não pediram permissão para entrar:

“Talvez eu não esteja pronto(a).”
“E se descobrirem que eu não sou tudo isso?”
“Será que não é melhor esperar mais um pouco?”

O corpo responde antes de qualquer decisão racional.

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O peito aperta.

O estômago contrai.

A mente começa a procurar saídas.

Algumas pessoas dizem que precisam pensar melhor.

Outras adiam o e-mail.

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Outras seguem trabalhando muito, mas sem se posicionar.

Outras simplesmente não se movem.

Por fora, tudo parece normal.

Por dentro, algo já começou a encolher.

No consultório, vejo esse roteiro se repetir com frequência impressionante.

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Não em pessoas despreparadas, mas justamente em quem cresceu, atravessou barreiras e chegou longe — e agora está travado.

O que aparece ali é a síndrome do impostor.

Mas esse nome explica pouco do que realmente está acontecendo.

O medo em si não é o problema.

Ele é esperado quando algo importa.

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O problema começa no passo seguinte.

Quando o medo passa a ditar comportamento.

Quando a pessoa começa a se proteger da própria possibilidade de crescer.

É aí que entra um mecanismo psicológico central, e pouco nomeado: evitação psicológica.

Evitação não é desistir.

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É se manter ocupado demais para decidir.

É se tornar “prudente” quando, na verdade, está com medo.

É esperar sentir-se pronto para agir.

Eu conheço esse movimento por dentro.

Durante mais de um ano, evitei escrever para a VEJA.

Não porque não tivesse o que dizer, mas porque dizer significava me expor em um território que carrega história, identidade e pertencimento.

Os pensamentos vinham disfarçados de lógica:

“Será que ainda faço sentido no Brasil?”

“Será que meu trabalho será entendido?”

“Será que vão me ver como alguém de fora?”

E eu simplesmente não fui.

Esse é o rosto mais comum da síndrome do impostor: adiar para não sentir desconforto.

A ciência clínica é clara sobre isso.

Evitar reduz ansiedade no curto prazo.

Mas cobra um preço acumulado: perda de direção, sensação de vida suspensa, distanciamento de quem se é, perda de oportunidades.

Foi só quando decidi me aproximar — escrever mesmo com medo — que algo mudou.

Não porque o medo desapareceu.

Mas porque ele deixou de decidir por mim.

Isso é fundamental entender: abordar, em vez de evitar, não é um ato único.

É uma escolha que precisa ser refeita. E refeita. E refeita.

Se você também se reconhece nesse lugar — competente por fora, travado por dentro — saiba que isso não se resolve com frases motivacionais.

Resolve-se com método.
Com treino.
Com compreensão clara de como o cérebro funciona quando algo importa.

Por isso, no dia 28 de janeiro, às 19h, vou conduzir um webinar gratuito, em parceria com o Reservatório de Dopamina, para ensinar exatamente a ciência que aprendi e apliquei ao longo de mais de 20 anos em Harvard: como agir mesmo quando a síndrome do impostor trava o seu cérebro — e, assim, aprender a Viver com Ousadia.

Se isso conversa com você, venha aprender comigo.

Venha fazer amizade com o seu impostor, sem deixá-lo dirigir.

Você encontra o link na bio do meu Instagram @luanamaques.phd.

E o primeiro passo é, simplesmente, aparecer.

Nos vemos lá.

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