Em Me Ame, novo k-drama da Viki, a atriz Seo Hyun Jin se afasta do romance idealizado que marcou parte de sua trajetória para viver uma história guiada por silêncios, constrangimentos e afetos familiares pouco ditos. O k-drama, que estreou na Viki Rakuten, amplia o olhar sobre o amor ao colocá-lo também dentro de casa, entre pais, irmãos e relações marcadas por expectativas e frustrações nem sempre verbalizadas.
Em entrevista exclusiva à coluna Giro pelo Oriente, de VEJA, a atriz falou sobre os contrastes emocionais da série, as cenas que mais a impactaram e o que espera despertar no público brasileiro, além de revelar experiências particulares e músicas favoritas. A seguir, Seo Hyun Jin comenta os bastidores e as escolhas por trás de um de seus trabalhos mais contidos e pessoais:
O que você acha que diferencia Me Ame de outros romances que você já protagonizou? Há algo novo que você está explorando aqui como atriz? Não costumamos parar para pensar sobre a vida amorosa de nossos irmãos ou pais. Este drama é diferente porque apresenta duas perspectivas ao mesmo tempo: como vejo meu próprio amor e como passo a ver o amor dentro da minha família também.
Sua personagem apresenta algumas cenas trágicas, mas ainda assim carrega humor. Como é equilibrar esses diferentes tons na hora de atuar? O roteiro já oferecia uma base sólida, então me concentrei em segui-lo à risca. Também acredito que, na vida, não há nada que não possa acontecer — esses contrastes parecem muito naturais para mim.
O que mais a atraiu em Me Ame quando você leu o roteiro pela primeira vez? O jantar familiar desconfortável no episódio 1. Para mim, pareceu muito real, porque também já vivi momentos assim na minha própria família.
Há alguma cena em Me Ame que a marcou de forma especial? Por quê? A cena familiar no episódio 1. Todos no set — tanto o elenco quanto a equipe — estavam totalmente concentrados durante as filmagens, e essa intensidade realmente ficou gravada em mim.
Há alguma música que você acha que é a trilha sonora da sua vida? Merry-Go-Round of Life, de Joe Hisaishi, e Blame It on My Youth, de Holly Cole Trio.
Que emoções você espera que os espectadores brasileiros sintam ao assistir a Me Ame? Em coreano, existe uma palavra, “utpeuda”, que descreve algo que é engraçado e triste ao mesmo tempo. Também existe um ditado que diz que a vida é imprevisível — nunca se sabe o que o futuro nos reserva. Acho que este drama capta muito bem essas duas ideias. E, nesse sentido, acredito que esses sentimentos são universais, independentemente da origem de cada um.