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Rússia alerta que militares europeus na Ucrânia serão ‘alvos legítimos’

A Rússia reforçou nesta quinta-feira, 8, sua rejeição à presença de quaisquer forças estrangeiras na Ucrânia, afirmando que os militares seriam tratados como “alvos legítimos”. O alerta veio dias depois de França e Reino Unido anunciarem a intenção de enviar soldados para território ucraniano caso um acordo de paz seja alcançado, com objetivo de dissuadir uma nova invasão russa.

“O destacamento de unidades militares, instalações e armazéns de países ocidentais em território ucraniano será classificado como intervenção estrangeira”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, em comunicado.

O pronunciamento responde à declaração de intenções assinada na terça-feira 6 pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, na reunião da chamada “coalizão dos dispostos”, grupo de aliados de Kiev. No encontro, os líderes se comprometeram a enviar uma força multinacional para garantir a segurança da Ucrânia após a assinatura de um potencial cessar-fogo.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem pressionado aliados ocidentais a oferecerem garantias de segurança robustas como parte de qualquer acordo de paz, para impedir futuras invasões russas. Após meses de negociações, França e Reino Unido definiram o arcabouço legal para que suas tropas possam operar em território ucraniano, segundo Starmer.

Zelensky acrescentou, após o anúncio de Paris e Londres, que o acordo sobre as garantias de segurança está “essencialmente pronto” para ser finalizado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após negociações em uma cúpula na capital francesa. Mesmo assim, o alerta de Moscou evidencia a distância que ainda separa os dois blocos nas tratativas rumo ao fim da guerra.

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Enquanto isso, nas últimas semanas, a Rússia intensificou ataques à infraestrutura ucraniana, com destaque para instalações energéticas, visando interromper o fornecimento de eletricidade no auge do inverno europeu. As autoridades de Kiev pediram que a população estoque água, roupas quentes e baterias, diante da queda de temperaturas para até 20 graus negativos.

“Só conseguiremos chegar a um acordo de paz se (Vladimir) Putin estiver disposto a fazer concessões”, declarou Starmer sobre o presidente russo. “Apesar de todas as palavras da Rússia, ele não está demonstrando que está pronto para a paz.”

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