A Operação Compliance Zero começou em novembro de 2025 quando a Polícia Federal prendeu o empresário Daniel Vorcaro que estava tentando sair do país pelo Aeroporto de Guarulhos. Nesta semana, a operação iniciou a segunda fase com o objetivo de apurar a prática de crimes de organizações criminosas e gestões fraudulentas de instituições financeiras.
Segundo a PF, 42 mandados de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro estão sendo cumpridos. Medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superem 5,7 bilhões também estão sendo expedidos pelo STF.
Relembre a primeira fase da operação
Em 18 de novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero com o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. No dia, as autoridades cumpriram cinco mandados de prisão, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão.
As investigações tiveram início ainda no ano de 2024, a pedido do Ministério Público Federal que pediu a verificação de uma possível fabricação de créditos insubsistentes por uma instituição financeira. Esses títulos teriam sido vendidos a um outro banco. Após a fiscalização do Banco Central, teriam sido substituídos por outros sem nenhuma avaliação técnica adequada.
Segundo o balanço divulgado pela PF, as apreensões realizadas durante a operação resultaram em cerca de 230 milhões de reais. O item de maior valor foi um avião avaliado em 200 milhões do empresário Daniel Vorcaro. A defesa do banqueiro diz que ele viajaria a trabalho para Dubai no dia em que foi preso pela PF no Aeroporto de Guarulhos.