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Reino Unido lança helicóptero autônomo em meio às tensões no Atlântico

A Marinha Real do Reino Unido anunciou, nesta sexta-feira, 16, que seu primeiro helicóptero autônomo, projetado para rastrear submarinos e realizar outras missões de alto risco, concluiu o voo inaugural com sucesso. Desenvolvido com um incentivo de 60 milhões de libras (cerca de 431 milhões de reais), o lançamento de um veículo desse tipo revela a preocupação dos países do Atlântico Norte com o possível surgimento de um conflito armado na região.

A área vem ganhando crescente foco em meio às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem expressado abertamente o desejo de anexar a Groenlândia. Embora tenha governo autônomo, a Groenlândia permanece sob soberania dinamarquesa e, portanto, protegida pelo guarda-chuva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar ocidental que os Estados Unidos chefiam.

O helicóptero é equipado com sensores e um sistema de software que o ajudam a interpretar o ambiente e tomar decisões a partir disso.

“O Proteus representa uma mudança radical na forma como a aviação marítima pode oferecer persistência, adaptabilidade e alcance – realizando missões perigosas em locais desafiadores sem colocar os operadores humanos em risco”, disse Nigel Colman, diretor administrativo da empresa que projetou a aeronave.

A Marinha Real britânica já opera diversos drones, mas o Proteus é maior e mais sofisticado. Segundo a instituição, ele servirá como plataforma de testes para asas aéreas híbridas.

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O interesse dos EUA em ocupar a ilha no Ártico revela o objetivo claro de monitorar mais de perto as águas navegadas por navios e submarinos russos e chineses, além de acompanhar qualquer atividade no trecho do oceano Atlântico em questão. A Rússia, por sua vez, afirma que a alegação de que Moscou e Pequim representam uma ameaça à Groenlândia é um mito.

Mais cedo, nesta sexta-feira, o enviado especial dos Estados Unidos para a Groenlândia, Jeff Landry, disse acreditar que um acordo sobre o território “pode e deve” ser alcançado. Seus comentários encerram uma semana agitada sobre a temática, com uma reunião na Casa Branca que terminou em impasse e o envio de uma força europeia para reforçar a segurança da ilha no Ártico, um território semiautônomo que pertence à Dinamarca.

Em entrevista à emissora conservadora Fox News, Landry reiterou que Trump está “falando sério” sobre seus planos de tomar controle da Groenlândia. Embora a Casa Branca insista em um acordo comercial para cumprir o objetivo, não descartou a possibilidade de ação militar.

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“Eu acredito que há um acordo que deve e será feito assim que isso se desenrolar”, disse o enviado dos Estados Unidos. “Acho que (Trump) já deixou claras as suas intenções. Ele disse à Dinamarca o que está buscando, e agora é uma questão de o secretário de Estado Marco Rubio e o vice-presidente J.D. Vance chegarem a um acordo.”

Diversos países europeus começaram a enviar militares para a Groenlândia na quinta-feira 15, incluindo França, Suécia, Alemanha, Noruega e Países Baixos, além, claro, da Dinamarca – uma força batizada de “Arctic Endurance” que tem objetivo de preparar as Forças Armadas para exercícios futuros no Ártico e “garantir a segurança diante das ameaças russas e chinesas no Ártico”.

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