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“Rato, bandido e criminoso”: a reação do sobrinho de Dilma Rousseff à candidatura de Eduardo Cunha

Sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o vereador de Belo Horizonte, Pedro Rousseff (PT), fez duras críticas ao plano de Eduardo Cunha, um dos pivôs do processo de impeachment que cassou o mandato da petista em 2016, de se candidatar a deputado federal por Minas Gerais.

Em entrevista a VEJA, Pedro chamou o ex-presidente da Câmara de bandido e afirmou que ele só tem interesse nessa vaga porque precisa sair do isolamento político.

“A intenção do bandido do Cunha em se candidatar a deputado federal por Minas não é um projeto que visa o benefício dos mineiros,  mas sim o benefício dele mesmo”, disse o vereador. “Tenho certeza que os eleitores do Estado não vão dar voto para esse criminoso que articulou um golpe contra Dilma”, destacou.

Pedro relatou ainda que Dilma não costuma fazer comentários relacionados a Eduardo Cunha, seu algoz no passado — nem mesmo referente às pretensões dele em disputar as eleições por Minas. “Esse rato da política pouco importa para ela. Dilma está preocupada com coisas mais importantes do que prestar atenção nesse bandido, destacou o sobrinho da ex-presidente que atua como presidente do Banco dos Brics desde o início do governo Lula 3.

O vereador de BH também abordou o assunto nas redes sociais. Em um vídeo publicado no Instagram, Rousseff afirma que Minas Gerais não é a “casa da mãe Joana” para ter candidatos como Cunha.

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Cunha pretende  disputar o cargo por Minas Gerais  por considerar que o Estado tem um valor eleitoral estratégico. Desafeto dos petistas, foi deputado estadual pelo Rio de Janeiro entre 2001 e 2003. Depois, venceu quatro eleições para deputado federal pelo Estado, atuando entre 2003 e 2016.  Em 2015, já no comando da Câmara, aceitou o impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff.

Em 2016 foi preso no âmbito da Operação Lava Jato e impedido de disputar as eleições de 2018 em razão da Lei da Ficha Limpa. A inelegibilidade de Cunha foi derrubada pela Justiça em 2022, ano em que tentou retornar à Câmara. Na época,  concorreu, sem sucesso, a uma vaga por São Paulo.

Procurado, Eduardo Cunha afirmou que “não vai perder tempo em responder pessoas do quilate do sobrinho de Dilma” e prometeu processá-lo por conta das declarações.

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