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Quem foi afetado pelo encerramento da canoagem e do remo paralímpico no Flamengo

O Flamengo anunciou, nesta segunda-feira, 5, o encerramento definitivo de suas atividades nas modalidades de canoagem e remo paralímpico. A decisão resulta na dispensa imediata de Isaquias Queiroz, dono de cinco medalhas olímpicas e um dos maiores nomes do esporte brasileiro, que defendia as cores rubro-negras há cerca de sete temporadas. Além de Isaquias, foram desligados outros canoístas de elite, como Gabriel Assunção e Valdenice do Nascimento.

A medida também marca a extinção completa do setor paralímpico do clube. Com o fim do remo adaptado, única modalidade voltada para atletas com deficiência mantida pela instituição, foram dispensados atletas como Michel Pessanha e Gessyca Guerra.

Em nota oficial, a gestão presidida por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, justificou os cortes como parte de uma reavaliação estratégica. O clube alegou que a distância geográfica — visto que atletas como Isaquias não residem nem treinam no Rio de Janeiro — inviabiliza a consolidação de um trabalho de base e a integração com estruturas permanentes na sede. Além disso, o Flamengo citou questões financeiras, apontando dificuldades no repasse de verbas por parte dos Comitês Brasileiros de Clubes (CBC e CBCP) e déficits operacionais nas modalidades, apesar da existência de projetos aprovados na Lei de Incentivo ao Esporte.

A decisão gerou reações negativas e surpresa no cenário esportivo. Laina Guimarães, esposa de Isaquias, lamentou publicamente o fim do vínculo, enquanto o atleta indicou que se pronunciará em breve sobre seu futuro. Críticos da medida destacaram ainda a discrepância financeira no corte do remo paralímpico, cujo custo mensal estimado era de apenas 10 mil reais, um valor considerado irrisório diante do faturamento bilionário da equipe de futebol.

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