O PSB iniciou seu planejamento mirando as eleições de outubro em São Paulo. O partido, que pretende lançar a candidatura de Márcio França (PSB) ao Palácio dos Bandeirantes, já programou um périplo com o atual ministro do governo Lula pelo Estado. O giro pelos municípios deve começar na segunda quinzena de fevereiro e está previsto para começar por São Carlos, município do interior.
A ideia é que o PSB leve seu pré-candidato ao governo de São Paulo a todas as regiões do Estado. França deve fazer essas visitas acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que já governou o Estado por quatro mandatos e ainda é considerado ainda um nome influente junto aos prefeitos.
Na avaliação de dirigentes socialistas, essa estratégia vai ajudar a fortalecer a pré-candidatura de Márcio França no interior, onde Alckmin ainda tem muito prestígio, apesar da inesperada aliança com o presidente Lula nas eleições de 2022. Vale lembrar que São Paulo é um dos estados mais antipetistas da federação.
O antipetismo, aliás, é um dos argumentos utilizados pelo PSB para insistir na manutenção de França como cabeça de chapa na disputa. A eleição de São Paulo foi assunto de uma reunião entre Lula, Alckmin e o ministro da Fazenda Fernando Haddad.
O presidente recomendou que o ministro da Fazenda seja candidato ao Senado, caso o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) resolva concorrer à reeleição. Se Tarcísio decidir lançar uma candidatura ao Planalto, Lula sugeriu que Haddad então dispute o Palácio dos Bandeirantes.
Nessa hipótese, o PSB seria pressionado a ceder espaço ao petista, algo que, embora remoto, não enfrentaria grandes resistências – pelo menos não por parte de Márcio França.
“Meu pai não será intransigente”, disse o deputado estadual, Caio França (PSB), filho do ministro. “Essa vaga que se abriria ao Senado poderia até ser interessante. Por enquanto, Márcio é nosso pré-candidato, sempre garantindo palanque a Lula no Estado”, concluiu.