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Protestos no Irã já deixaram quase 200 mortos em confrontos com a polícia

A violência contra os manifestantes que tomaram as ruas do Irã escalou neste fim de semana. O contingente de mortos pelo regime atingiu 192 neste domingo, 11, segundo a Organização Não Governamental (ONG) Iran Human Rights, que monitora a situação do conflito localmente. O número de pessoas presas durante os protestos está próximo de 2,3 mil, segundo a ONG Hrana, que também atua no país.

Há incerteza sobre o número exato de pessoas assassinadas pelo regime dos aiatolás, apuração que foi dificultada pela interrupção do acesso à internet no país para encobrir a onda de protestos e violência. Representantes do próprio regime, contudo, afirmam que a situação está cada vez mais conflituosa. “O nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”, disse o chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, em uma declaração proferida hoje.

Em meio ao aumento da violência no país islâmico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está “pronto para ajudar” os manifestantes contrários ao regime que, segundo ele, “procuram liberdade”. A declaração se deu através da rede social de Trump, a Truth Social, no sábado, 10. A simpatia dos EUA em relação aos protestos foi mal recebida pelo regime teocrático. “No caso de um ataque militar dos Estados Unidos, tanto o território ocupado quanto os centros militares e navios dos EUA serão nossos alvos legítimos”, disse Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, ao se dirigir ao plenário nacional, neste domingo.

Ali Larijani, conselheiro do aiatolá e chefe da agência de segurança iraniana, disse que o país está “em plena guerra” e que parte das ações dos manifestantes teria sido “orquestrados no exterior”. O regime acusa os EUA de participarem dos atos que tomaram o país. Em resposta, o porta-voz do Departamento de Estado americano chamou a posição do regime iraniano de “delirante”.

Os protestos no Irã começaram há cerca de duas semanas e foram motivados inicialmente pela instabilidade econômica no país. As pessoas que participam do movimento questionam o regime do país, controlado pelo aiatolá Ali Khamenei. Tratam-se das maiores manifestações populares no Irã em mais de três anos. O governo do Irã “não vai recuar” frente à ação dos manifestantes, segundo Khamenei, que se posicionou sobre o assunto durante um pronunciamento oficial na TV estatal do país, na sexta-feira, 9.

O Irã é governado por um regime teocrático desde a Revolução Islâmica de 1979. Não é a primeira vez que o governo do país sofre questionamentos de manifestantes. O último protesto de grandes proporções no país ocorreu em 2022, quando a morte sob custódia da iraniana Mahsa Amini, acusada de violar os códigos de vestimenta locais, gerou comoção nacional.

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