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Proposta de Haddad sobre Banco Central gera ruído e incerteza no mercado

A defesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de ampliar os poderes do Banco Central para fiscalizar fundos de investimento provocou reações no mercado financeiro. O tema foi debatido no programa Mercado, apresentado por Veruska Donato, em entrevista com Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos, que avaliou a proposta como um fator adicional de conflito institucional (este texto é um resumo do vídeo acima).

Atualmente, a supervisão dos fundos de investimento é atribuição da Comissão de Valores Mobiliários. Segundo Haddad, o governo estuda a possibilidade de transferir ou ampliar esse poder ao Banco Central, o que, na visão do especialista, não decorre de falhas técnicas na atuação da CVM, mas de um contexto político específico.

Por que essa discussão surge agora?

Para Gabriel Cecco, o momento da declaração não é casual. Ele afirmou que a CVM tem demonstrado capacidade para cumprir suas funções e que a proposta soa mais como um movimento político do que como uma necessidade regulatória. O pano de fundo, segundo ele, está nos atritos recentes entre as instituições, especialmente em torno do caso do Banco Master.

A CVM não dá conta da fiscalização?

Na avaliação do especialista, a resposta é negativa. Cecco afirmou que tanto a CVM quanto o Banco Central vêm desempenhando bem seus papéis, cada um dentro de suas atribuições. Para ele, não há evidências de que uma mudança na estrutura de fiscalização traria ganhos reais de eficiência ou aumentaria a confiança do mercado.

O Banco Central ganharia mais influência política?

Cecco destacou que o Banco Central, mesmo com sua independência formal, pode estar mais próximo do governo do que a CVM em determinadas decisões. Por isso, a ampliação de suas competências levanta dúvidas sobre as reais intenções da proposta e reforça a percepção de ingerência política em um momento delicado.

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Que impacto essa disputa gera no mercado?

Segundo o especialista, o principal efeito imediato é o aumento da volatilidade e do ruído institucional. Em um cenário já marcado por incertezas, a criação de mais um foco de atrito entre reguladores não contribui para a estabilidade nem para a previsibilidade exigida por investidores.

O caso Banco Master explica todo o conflito?

Cecco avaliou que o episódio envolvendo o Banco Master, embora já resolvido do ponto de vista econômico e operacional, segue gerando desgaste entre as instituições. Ele lembrou que ainda há desdobramentos na esfera criminal e que o tema acabou se misturando a outros debates sensíveis, como o papel de bancos estatais no sistema financeiro.

Por que o mercado vê esse movimento com preocupação?

O especialista ressaltou que o mercado brasileiro precisa, neste momento, reforçar sinais de segurança, governança e clareza regulatória. A reabertura de disputas institucionais, segundo ele, passa a impressão de instabilidade justamente quando o setor de investimentos busca recuperar a confiança após episódios relevantes recentes.

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Cecco afirmou que, sem ganhos claros de eficiência ou proteção ao investidor, a proposta tende a ser vista como “poeira jogada no ar”, ampliando conflitos desnecessários em um ambiente que exige coordenação e previsibilidade.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Mercado (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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