O Instituto Veritá ouviu mais de 100 mil pessoas para medir a qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão em todas as capitais. Os entrevistados responderam 77 perguntas sobre temas como educação, saúde, saneamento, transporte e transparência. Depois, deram uma nota ao prefeito. Computados os dados, foi montado um ranking.
A melhor avaliação entre todas as capitais foi a do prefeitura de Porto Velho (RO), comandada por Léo Moraes (Podemos), com 94,5% de aprovação. Em segundo lugar, aparece São Luís (MA), de Eduardo Braide (PSD), com 90,6% de aprovação, seguido de Macapá (AP), de Antônio Furlan, o ‘Doutor Furlan’ (MDB), com 85,2% de aprovação.
No lado debaixo da tabela, a pior avaliação coube à prefeitura de Campo Grande, liderada por Adriana Lopes (Progressistas), com 5,2% de aprovação. Em seguida, entre as mais mal avaliadas, aparece Manaus, de David Almeida (Avante), com 18,1%, seguido por Rio Branco (AC), de Tião Bocalom (PL), com 29,5%.
A pesquisa mostra que o trabalho dos prefeitos de grandes capitais não é bem avaliado pela população. Eduardo Paes (PSD), do Rio de Janeiro, o mais bem colocado, ficou apenas em 13º lugar, com 53,3% de aprovação. Ricardo Nunes (MDB), de São Paulo, ocupa o 20º lugar, atrás do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), o 19º colocado, com 45,9% de aprovação. Ver quadro abaixo.
O diretor do Instituto Veritá, Adriano Silvoni, esclarece que a pesquisa tem como principal propósito avaliar a qualidade dos serviços prestados pelas prefeituras. “Não é uma avaliação política, é uma pesquisa sobre os serviços oferecidos ao cidadão, uma ferramenta para os prefeitos”, diz ele.
Silvoni acredita que a avaliação mais baixa das prefeituras das grandes capitais esteja ligada à falta de saneamento nas comunidades mais pobres. “Temos uma imensidão de problemas nas periferias das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, diferente de outras capitais menores”, ressalta. Eis o ranking:
