O Índice de Preços ao Produtor (IPP) caiu 0,37% em novembro de 2025 frente a outubro, registrando o décimo recuo consecutivo. No acumulado do ano, a queda chega a 4,66%. O IPP mede os preços “na porta da fábrica”, sem impostos e fretes, e funciona como um termômetro importante das pressões de custos na indústria brasileira.
Para Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, os números mostram um comportamento mais favorável dos custos de produção. Ele destaca que o IPP é um indicador antecedente, ou seja, costuma sinalizar tendências futuras da inflação ao consumidor, ainda que seja cedo para afirmar que o país já esteja em uma trajetória confortável de desinflação.
Na avaliação de Marcos Labarthe, sócio-fundador da GT Capital, a leitura negativa do IPP ajuda o Banco Central a “enxergar a luz no fim do túnel” para a queda da taxa de juros. Segundo ele, a retração de 0,37% em novembro reforça a expectativa de que 2026 possa ser um ano de inflação mais contida, cenário que o mercado lê como positivo para a economia brasileira neste início de ano.