Foi em outubro que o ouro bateu pela primeira vez o patamar de 4.000 dólares por onça-troy, a unidade de medida usada para o metal. Nesta segunda, ele alcançou os 5.000 dólares, acumulando valorização de 16,25% apenas neste começo de 2026.
O pano de fundo é semelhante ao que move a bolsa brasileira e a queda do dólar: o medo de que a bolha da IA estoure nos Estados Unidos, em um momento em que a economia do país é fragilizada pelo ímpeto imperialista do presidente Donald Trump. A aversão a dólares turbina a demanda pelo metal por diversas frentes, sendo a mais simbólica delas a demanda de bancos centrais preocupados em reduzir sua dependência dos EUA.
Esse novo recorde do ouro chega em uma semana crucial para os mercados. A semana terá a divulgação de resultados de Microsoft, Meta, Tesla (na quarta) e Apple (na quinta), com investidores preocupados com o volume de investimentos em inteligência artificial, frente a resistência dos usuários em pagar pela nova tecnologia. No caso da Tesla, para além das discussões de IA, a montadora de Elon Musk enfrenta a concorrência com veículos chineses e diminuição da demanda pelos seus carros.
Isso numa semana que tem também uma Superquarta, com expectativa de manutenção das taxas de juros tanto nos EUA quanto no Brasil.
Enquanto isso, os futuros das bolsas americanas começam a semana em queda, na mesma direção registrada pelos índices europeus. Já o EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, avança, prometendo uma renovação do recorde para o Ibovespa.
Agenda do dia
6h: Alemanha divulga índice Ifo de sentimento das empresas em janeiro 8h25: BC publica Relatório Focus 8h30: BC anuncia contas externas de dezembro e 2025
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