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Por que a queda de Maduro não significa o fim do chavismo

A ação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na queda de Nicolás Maduro inaugurou um novo capítulo da crise venezuelana, mas está longe de representar uma transição imediata para a democracia. Segundo o cientista político Elias Tavares, o país entra agora em um período de profunda incerteza, marcado por disputas internas de poder e pela permanência do núcleo chavista no comando do Estado (este texto é um resumo do vídeo acima).

“O que estamos vivendo é um momento em que não dá para cravar absolutamente nada”, afirmou Tavares, em entrevista ao programa Ponto de Vista. A velocidade da operação e o protagonismo do presidente americano Donald Trump surpreenderam analistas e atores políticos da região, mas não significam, automaticamente, o fim do regime autoritário construído ao longo das últimas décadas.

A queda de Maduro representa o fim do regime?

Na avaliação do cientista político, a retirada de Maduro do poder não implica, por si só, a derrocada do chavismo nem do aparato autoritário que sustenta o regime. “Essa queda não significa automaticamente o fim do chavismo ou do momento autoritário”, disse.

O poder, segundo ele, continua concentrado em figuras centrais do regime, como a vice-presidente Delcy Rodríguez e outros integrantes do núcleo duro chavista. “Eles representam justamente a continuidade desse período de ditadura vivido pela Venezuela”, afirmou.

Quem controla o poder neste momento?

Mesmo com o afastamento de Maduro, a estrutura política do país segue praticamente intacta. O grupo que ascendeu ao poder durante o governo de Hugo Chávez permanece ocupando posições estratégicas e sinaliza disposição para negociar diretamente com Washington.

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Há, segundo Tavares, uma ruptura pontual, mas não estrutural. “Existe uma quebra na liderança, mas o contexto geral ainda é autoritário”, avaliou. Para ele, a população venezuelana ainda não pode ser considerada liberta do regime que se consolidou ao longo de anos.

Há espaço para negociação com os Estados Unidos?

Um dos cenários possíveis apontados pelo cientista político é o de redução do tom por parte do governo venezuelano, com tentativas de diálogo e concessões pontuais ao governo americano. “A Venezuela pode baixar o tom e começar a trocar algumas cartas com Trump”, afirmou.

Ainda assim, o especialista pondera que o grupo político remanescente no poder não está satisfeito com a intervenção externa e tende a resistir a mudanças profundas. “Eles continuam no comando e não estão contentes com o que ocorreu”, disse.

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O que esperar dos próximos passos?

Para Elias Tavares, o país entra agora em uma fase de indefinição prolongada, na qual tanto a aceitação interna quanto o desenho de um novo arranjo político permanecem em aberto. “Precisamos acompanhar como a sociedade venezuelana vai reagir e como esse diálogo internacional vai se desenrolar”, afirmou.

Enquanto isso, a Venezuela segue sob forte instabilidade, com a promessa de mudança ainda distante e o autoritarismo resistindo, mesmo após a saída de seu principal símbolo.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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