A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira, 13, três acusados de participação no assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista Ruy Ferraz Fontes, morto em setembro do ano passado, em Praia Grande, na Baixada Santista, em uma execução a tiros na rua. Foram detidos Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul, e apontado como um dos chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Mandados de busca e apreensão foram expedidos na mesma operação.
Ainda foram presos pela polícia Marcio Serapião de Oliveira, conhecido como Velhote, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, o Manezinho. Os dois também teriam vinculo com o PCC e teriam participado do crime atuando na logística. Para chegar até os integrantes da organização criminosa, a Polícia Civil mapeou as relações entre os faccionados, analisou aparelhos celulares apreendidos durante as investigações e também impressões digitais na cena do crime.
Aposentado como policial, Ruy era secretário municipal de Administração de Praia Grande quando foi executado a tiros em uma emboscada. Ele foi perseguido e atingido por disparos efetuados por três autores, que desceram do veículo fortemente armados depois de o carro em que 0 ex-delegado-geral estava colidir com dois ônibus.
Fontes atuou na Polícia Civil de São Paulo por cerca de quarenta anos e foi um dos primeiros a investigar a atuação do PCC em território paulista. Segundo informações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), de 2019, o PCC havia decretado a morte de Ferraz em uma espécie de vingança pelas transferências de integrantes da cúpula da facção de presídios de São Paulo para o regime federal.
Ruy começou como delegado de polícia titular da Delegacia de Taguaí (Deinter 7) e ao longo dos anos foi delegado de polícia assistente da Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP); delegado da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc); delegado da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandou outras delegacias e divisões na capital.