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Pior da Semana: As amargas mudanças servidas em ‘Vale Tudo’

Se a intenção de Manuela Dias era “causar” na releitura de Vale Tudo, pode-se dizer que vem cumprido a missão com êxito. O bolo já estava assando há algum tempo, com a sequência de mudanças e novidades desconexas no remake da obra de 1988, mas foi servido na última semana com a romantização da pobreza dentro da história da protagonista, por exemplo. A situação ficou ainda mais amarga com as divergências nos bastidores da novela das 9 da Globo, expostas por Taís Araujo, na quarta-feira, 27.

Intérprete de Raquel Acioly, a atriz demonstrou abertamente sua frustração com os rumos da personagem. Após Odete Roitman (Debora Bloch) comprar a maior parte das ações da Paladar, empresa que impulsionou a carreira da cozinheira, Raquel voltou à estaca zero, do dia para a noite; destino que não condiz com a trama original. “Confesso que recebi com susto. Para mim, a Raquel ia numa curva ascendente”, disse Taís, em uma entrevista.

A decepção da atriz é compreensível. Além de frustrar sua expectativa de levar ao horário nobre outra narrativa sobre mulheres negras, a autora insiste em adoçar a pobreza ao colocar a personagem vendendo sanduíches na praia novamente, mesmo já sendo reconhecida no mercado – com passagem por um reality show e após chamar atenção de empresários graúdos no meio gastronômico. 

Outro episódio de menos destaque, mas não menos lamentável, é o diagnóstico de leucemia de Afonso Roitman (Humberto Carrão). Em menos de uma semana, o herdeiro atleta começa sentir os sintomas, faz exames e começa o tratamento. Ninguém duvida que revisitar uma novela como Vale Tudo, que marcou a teledramaturgia brasileira, é uma tarefa difícil, especialmente ao adaptá-la para o cenário 30 anos depois. Mas a receita já estava pronta: bastava trocar alguns ingredientes sem comprometer o sabor original.

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