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Pesquisa AtlasIntel aponta o nome mais competitivo contra Lula nas eleições

Os números mais recentes da AtlasIntel reforçam um ponto central da disputa presidencial: a rejeição segue sendo o principal divisor de águas entre os possíveis adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. Embora o senador Flávio Bolsonaro tenha avançado nas intenções de voto, é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, quem aparece como o nome mais competitivo contra Lula quando o critério passa a ser a capacidade de furar resistências fora da base ideológica (este texto é um resumo do vídeo acima).

A análise foi feita no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, com a participação do diretor de Risco Político da AtlasIntel, Yuri Sanches.

O que mostram os números do segundo turno?

Nos cenários simulados, Lula aparece com 49,1% das intenções de voto contra 45,4% de Tarcísio. Em outro recorte, o presidente mantém 49% diante de Flávio Bolsonaro, que alcança 44,9%. Embora os percentuais sejam próximos, a leitura dos analistas vai além da fotografia momentânea e se concentra na dinâmica da rejeição.

Por que a rejeição pesa tanto nessa disputa?

Segundo Yuri Sanches, a rejeição impõe um teto eleitoral difícil de superar em disputas apertadas. Flávio Bolsonaro carrega índices próximos de 50%, patamar semelhante ao do próprio Lula e ao enfrentado por Jair Bolsonaro em 2022. Naquele pleito, mesmo crescendo no segundo turno, o então presidente não conseguiu vencer justamente por não romper essa barreira.

O que diferencia Tarcísio de Flávio Bolsonaro?

O governador paulista aparece com rejeição menor, em torno de 40%, o que amplia seu espaço de crescimento. Para o analista da AtlasIntel, Tarcísio reúne atributos que facilitam o diálogo com eleitores fora do núcleo bolsonarista: experiência no Executivo, passagem como ministro no governo Bolsonaro e um perfil político capaz de conversar tanto com a direita quanto com setores mais moderados.

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Quem é o eleitor decisivo no segundo turno?

O foco da disputa está no eleitor que não se identifica claramente nem com o bolsonarismo nem com o petismo. Trata-se de um segmento menos ideológico, muitas vezes distante do debate político cotidiano, que tende a decidir a eleição. De acordo com Sanches, Tarcísio conseguiu, em momentos de fragilidade do governo, se conectar com esse público e capitalizar eleitoralmente.

Por que Flávio enfrenta mais dificuldades?

Além de explorar eventuais desgastes do governo Lula, Flávio Bolsonaro precisa lidar com um problema interno: reduzir sua própria rejeição. Apesar dos esforços para adotar um discurso mais moderado, o sobrenome Bolsonaro funciona como um símbolo político que limita sua capacidade de expansão junto a eleitores indecisos ou avessos à polarização.

O que a série histórica das pesquisas indica?

A leitura da série temporal mostra que Tarcísio foi o único nome da direita que, em determinados momentos, conseguiu ultrapassar Lula em cenários de segundo turno. Isso ocorreu, segundo o analista, justamente quando o governo atravessou fases de maior vulnerabilidade. Flávio, por sua vez, ainda não demonstrou a mesma capacidade de converter crises do governo em vantagem eleitoral líquida.

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O que esse cenário revela sobre a disputa presidencial?

Para Yuri Sanches, os dados indicam que a eleição não será decidida apenas pela força das bases eleitorais tradicionais. A capacidade de reduzir rejeições e atrair o eleitor não alinhado ideologicamente será determinante. Nesse contexto, a direita enfrenta um dilema estratégico: apostar na identidade bolsonarista consolidada ou buscar um nome com maior potencial de ampliação no segundo turno.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

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