Em seu primeiro grande encontro com cardeais de todo o mundo, Leão XIV pediu nesta quinta-feira, 8, que os líderes católicos deixem de lado as divisões internas e concentrem esforços em tornar a Igreja mais acolhedora. O pontífice também sinalizou a intenção de dar continuidade às reformas iniciadas pelo antecessor, o papa Francisco, que enfrentou resistência de setores conservadores ao promover maior inclusão de mulheres, homossexuais e novos fiéis no rebanho.
O encontro de dois dias no Vaticano reuniu 170 dos 245 cardeais da Igreja e reforçou que a mensagem de amor universal deve ser o eixo central da fé. Leão alertou que apenas a unidade fortalece a Igreja, enquanto a divisão a enfraquece.
“Só o amor é confiável; só o amor é crível. Enquanto a unidade atrai, a divisão dispersa”, afirmou o pontífice em declaração divulgada pelo Vaticano. Ele ressaltou que a Igreja só poderá crescer se transmitir a todos uma mensagem de acolhimento e do amor de Deus.
O encontro, fechado à imprensa para permitir conversas francas, também serviu para que Leão pedisse orientação aos cardeais sobre as prioridades de seu pontificado para o próximo biênio.
Francisco, que liderou a Igreja por 12 anos e morreu em abril, buscou tornar o catolicismo mais inclusivo, promovendo discussões sobre a ordenação de mulheres e o acolhimento de católicos da comunidade LGBTQ+. Leão foi eleito pontífice em maio pelo conclave de cardeais, tornando-se o primeiro americano a ocupar o posto.
Durante o encontro, o cardeal britânico Timothy Radcliffe pediu que os colegas evitem conflitos internos. “Se brigarmos entre nós, não seremos úteis ao Santo Padre”, afirmou, reforçando a necessidade de união para fortalecer a autoridade e a missão da Igreja.
O Vaticano informou que a reunião termina nesta quinta-feira e destacou que todos os cardeais foram orientados a não comentar publicamente o conteúdo das discussões, preservando a abertura do diálogo e a transparência interna.