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Os questionáveis argumentos de Eduardo para fazer ‘home office’ dos EUA

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enviou um ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), no qual solicita permissão para exercer seu mandato parlamentar dos Estados Unidos, onde está há meses para articular sanções do governo americano contra o Brasil, principalmente o Supremo Tribunal Federal.

“Que sejam criados e assegurados os mecanismos necessários para o exercício pleno do meu mandato parlamentar, inclusive à distância, em respeito à soberania da vontade popular que me conferiu o cargo (…). Que seja garantido o pleno gozo das prerrogativas parlamentares a mim asseguradas constitucionalmente, uma vez que minha ausência não decorre de vontade própria, mas de perseguições ilegais que são de conhecimento público”, solicita Eduardo no documento.

Ele mesmo publicou nas redes trechos da documentação e afirmou que a enviou para Motta como forma de demonstrar que vem sofrendo perseguição política que o impede de voltar ao Brasil e exercer seu mandato plenamente. No entanto, a escolha de ir ao Estados Unidos partiu do próprio deputado em fevereiro deste ano, quando pediu uma licença da Câmara — ele mora hoje no estado do Texas.

Desde que chegou aos Estados Unidos, Eduardo tem se reunido com autoridades do governo de Donald Trump para articular sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. As investidas de Eduardo levaram os americanos a tarifarem o Brasil em 50% para diversos setores e produtos exportados.

No documento, Eduardo cita a política de “diplomacia parlamentar”, para justificar a atuação fora do país, diz que é o “parlamentar com maior respeitabilidade no exterior” — embora ele seja alvo de críticas generalizadas, inclusive de líderes políticos de direita no Brasil — e que o atual momento é mais grave que o da pandemia da Covid-19, quando deputados foram autorizados a trabalhar remotamente.

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Segundo ele, a crise sanitária, que deixou mais de 700 mil brasileiros mortos, não seria pior do que a crise institucional que, na visão dele, o país estaria passando.

O pedido terá que ser avaliado por Hugo Motta, mas a maior probabilidade é que o pedido seja negado, porque não há previsão legal para isso.  A preocupação de Eduardo é que o mandato dele seja cassado por faltas — ele teme voltar ao país porque pode ser preso, já que é investigado por obstrução de justiça em razão exatamente de sua atuação nos Estados Unidos

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