Um levantamento da ONG Portas Abertas divulgado nesta terça-feira, 12, revelou os países mais perigosos para cristãos no mundo. Mais de 388 milhões de cristãos foram perseguidos no mundo entre 1 de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, período avaliado na pesquisa, com ao menos 4.849 mortos — um aumento de mais de 370 casos em comparação ao ano anterior.

Os dados foram compilados na Lista Mundial da Perseguição 2026, que mostra que a perseguição extrema cresceu em 15 países. No topo da lista, em ordem, estão: Coreia do Norte, Somália, Iêmen, Sudão, Eritreia, Síria, Nigéria, Paquistão, Líbia e Irã. O panorama é particularmente preocupante na Síria, que passou da 18ª para a 6ª posição.
“Isso foi gerado pelo aumento da violência, que envolveu ataques a igrejas, fechamento de escolas cristãs e assassinatos de seguidores de Jesus. A queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, abriu espaço para milícias locais e grupos armados, tornando os cristãos ainda mais vulneráveis a intimidação, extorsão e ataques”, disse a ONG em comunicado.
“Tudo isso contribuiu para o êxodo contínuo de cristãos na Síria. A Portas Abertas estima que restam 300.000 cristãos – uma queda em relação aos 1,1 milhão em 2015. Obter números precisos sobre a população cristã nos países do Oriente Médio é um desafio. No entanto, uma variedade de relatórios aponta para um êxodo significativo e contínuo do berço do cristianismo, em nações como o Iraque (18) e os Territórios Palestinos”, acrescentou.
No geral, o número de cristãos abusados física ou mentalmente disparou de 54.780 para 67.843 casos, enquanto aqueles forçados a fugir ou se esconder dentro do país devido à sua fé subiram para 201.427. O relatório também apontou que há uma “tragédia em curso” na Nigéria e na África Subsaariana, que tem 14 países na lista. Três deles, Sudão, Nigéria e Mali, têm a pontuação máxima para violência. São as únicas nações no mundo a alcançar essa pontuação.
“Há dez anos, os 12 países subsaarianos que então constavam da lista tinham uma pontuação combinada de violência que representava 49% da pontuação máxima possível. Em 2026, a pontuação combinada de violência dos 14 países representa 88% da pontuação máxima possível”, disse a nota.
