A Groenlândia tornou-se um dos pontos mais sensíveis da atual reorganização geopolítica global. Em entrevista ao programa Mercado, apresentado por Veruska Donato, o professor Eduardo Galvão, do Ibmec, explicou que o degelo no Ártico vem abrindo novas rotas marítimas e revelando reservas estratégicas de recursos naturais, elevando o valor econômico e militar da região. Quem vigia esse espaço passa a exercer influência direta sobre comércio, segurança e poder global.
Ainda segundo o professor, o interesse americano pelo território também se explica por sua localização estratégica, no caminho mais curto entre os Estados Unidos e a Rússia, “trata-se de um espaço central para a defesa” e para o chamado “entorno estratégico” de Washington: quem controla essa região do Ártico detém vantagem decisiva na vigilância, no fluxo de rotas e na manutenção da hegemonia global.