O Fórum Econômico Mundial começa nesta segunda-feira (19), em Davos, na Suíça, em meio a protestos e a um cenário de tensões geopolíticas, envolvendo os Estados Unidos, a Groenlândia e o conflito relacionado à Venezuela e ao ex-presidente americano Donald Trump, que culminou na queda do ex-ditador Nicolás Maduro.
O evento reúne líderes políticos, empresários e representantes de ONGs para debater os rumos da economia global. A expectativa é de que cerca de 3 mil participantes, entre chefes de Estado, ministros e executivos de grandes corporações, estejam presentes. Segundo dados divulgados pelo próprio Fórum, a confrontação geoeconômica foi apontada por especialistas como o risco global de curto prazo mais crítico, podendo superar ameaças como guerras e desastres naturais.
A vários quilômetros do destino, motoristas são obrigados a reduzir a marcha diante de postos de controle montados pelo Exército, onde documentos são conferidos um a um. O esquema transforma as duas estradas que dão acesso aos Alpes em corredores lentos, com congestionamentos que se estendem por longos trechos. A passagem de Donald Trump pela região elevou consideravelmente o nível de exigência operacional. A chegada do presidente dos Estados Unidos, acompanhado de uma delegação numerosa, ampliou os dispositivos de segurança e pressionou a logística local. As autoridades precisaram se preparar não apenas para eventuais ameaças, mas também para manifestações já anunciadas em diferentes cidades da Suíça.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou ao World Economic Forum (WEF) que não irá ao evento. Segundo ele, sua participação não faria sentido após a recente repressão violenta de Teerã contra manifestações realizadas no país. Alguns representantes, no entanto, afirmaram que Abbas não deveria sequer ter sido convidado, em razão do massacre em curso no Irã.
O senador americano Lindsey Graham foi uma das vozes que criticaram publicamente a possibilidade de o chanceler iraniano comparecer ao encontro anual. “Para aqueles que estão encarregados desses programas, o que diabos vocês estão pensando? Não consigo imaginar uma mensagem pior para enviar aos manifestantes”, escreveu Graham em uma publicação na rede social X.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve fazer sua primeira aparição em Davos em seis anos, levando aquela que é considerada a maior delegação de Washington já enviada ao evento nos Alpes suíços.