O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), rejeita os rumores sobre uma possível desistência de se candidatar ao Planalto na eleição presidencial de 2026. “Quanto à minha candidatura, continuo com a mesma programação”, disse o goiano a VEJA nesta sexta-feira, 2.
Questionado sobre atritos dentro do União Brasil em relação à sua candidatura, envolvendo o seu grupo político e o de ACM Neto, vice-presidente nacional do partido, Caiado negou que existam conflitos internos. “Pelo contrário, Neto e eu estamos cem por cento sintonizados. Almoçamos no último dia 28, na Bahia, sem nenhuma divergência”, afirmou o governador. Ele acrescenta que a primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, segue “candidatíssima” ao Senado nas eleições que ocorrerão em outubro.
A janela para formalizar as candidaturas junto à Justiça Eleitoral começa em agosto, e o delicado xadrez político jogado pelo União Brasil coloca em dúvida a presença de Caiado na disputa federal. Nos bastidores, especula-se que o partido (que hoje compõe federação partidária com o PP) pode abrir mão de uma campanha própria, com poucas chances de decolar, e articular uma chapa do Centrão encabeçada por Tarcísio de Freitas (Republicanos) — em pesquisas recentes, o chefe do Executivo paulista demonstra a maior musculatura entre os governadores bolsonaristas para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.
Caso a relação com o União Brasil venha a esfriar e a candidatura não se concretize, Caiado terá até abril, pelo calendário eleitoral, para decidir se fica no partido ou tenta uma nova aliança partidária para disputar o Senado. Após oito anos à frente do governo de Goiás, ele não pode disputar a reeleição e aposta em seu vice, Daniel Vilela (MDB), como sucessor no Palácio das Esmeraldas.