Padre Guilherme, 51 anos, equilibra sua rotina entre os afazeres da Igreja Católica e a tarefa de animar festas de música eletrônica em todo mundo. Sacerdote da arquidiocese de Braga, Guilherme foi ordenado em julho de 1999 e atualmente atua nas paróquias de São Tiago de Amorim e São Miguel de Laúndos. Conectado com a música eletrônica, tanto que fez cursos para aprimorar suas habilidades, ele ganhou fama nas redes por fazer lives na pandemia — todo domingo ele apresentava remixes originais. “É importante usar as redes sociais para trazer um pouco de divertimento para a vida das pessoas. E as pessoas veem a felicidade quando assistem um padre tocando música online”, disse ele, que hoje tem 2,7 milhões de seguidores no Instagram.
Recentemente, o português se tornou alvo de críticas — foi convidado para tocar em uma festa em Beirute, no Líbano. Sua performance não agradou cristãos libaneses, que apresentaram uma queixa formal contra ele. “Se não se sentem confortáveis com o que faço, rezem por mim”, disparou. De fato, se tornar um fenômeno fora da curva tem seus contras. Apesar disso, ainda segue a profissão e reúne peregrinos por onde passa, chegou, inclusive, a pedir para que o papa Francisco abençoasse seus fones de ouvido. É comum ver imagens santas aparecendo em suas apresentações, estética que chama atenção da comunidade católica, seja de maneira positiva ou negativa. São os ônus e bônus.