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O maior evento da games em favela que busca democratizar educação digital

A final da Copa Afrogames, maior torneio de eSports em uma favela, ocorreu nesta sexta-feira, 29, no Morro do Cantagalo, Rio de Janeiro. Realizado no Dia Internacional do Gamer, o evento foi feito em parceria com o Grupo Cultural Afroreggae e reuniu mais de 150 jovens de comunidades para assistir partidas de Valorant, Freefire e Fortnite.

A iniciativa tem como objetivo incentivar a cultura digital nas favelas e democratizar o acesso de jovens a computadores e videogames. “É um projeto de inclusão no mundo digital. Fala-se muito de pobreza digital, em um momento que se discute Inteligência Artificial, precisamos capacitar, instruir e preparar os jovens para esse mundo. Afrogames não é apenas jogar games, é um programa de cidadania digital”, disse o CEO do Afroreggae, Danilo Costa, à coluna GENTE.

Segundo Costa, a cultura geek cresce exponencialmente nas comunidades, com jovens almejando campeonatos profissionais de jogos. “As pesquisas apontam que quem mais consome games são pessoas negras, entre pretos e pardos, moradores de favela. Contudo não vemos esse público em grandes eventos e premiações”, completou. A ideia, como o CEO explicou, é de criar um entretenimento inclusivo, para que todo os jovens tenham essa oportunidade.

A final aconteceu na única Arena de jogos on-line em uma favela – mas a iniciativa está presente em diversas comunidades do Rio. “Nós temos centros de treinamento espalhados por boa parte do Rio de Janeiro, então a gente tem dois na Maré, uma na Nova Holanda e uma no Morro do Timbal. Comunidades que tem um histórico inclusive de rivalidade muito grande ao longo de gerações”, disse Luca Alves, coordenador do afrogames. Atuando desde 2019, a empresa já formou mais de 1000 alunos na área digital – desde de jogadores até programadores. Só em 2025, quase 500 jovens serão formados na área digital.

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