O astro de cinema e rapper Will Smith passa por momento turbulento de sua vida pública. Em 30 de dezembro de 2025, afinal, o violinista Brian King Joseph, de 35 anos, processou o famoso e a empresa Treyball Studios Management de assédio sexual, demissão injusta e retaliação. A informação foi divulgada pela Variety, que teve acesso ao processo. Enquanto a Justiça não esclarece os pormenores das alegações, contudo, Smith foca em um projeto inesperado: a série documental De Polo a Polo, que o leva em aventuras pelos dois extremos congelantes do planeta, passando pela Amazônia, o Himalaia e o deserto do Kalahari.
O novo projeto de Will Smith
Produzida pelo National Geographic, a série chegou na íntegra ao catálogo do Disney+ nesta quarta-feira, 14 de janeiro. Ao longo dos sete episódios, Smith tece comentários de autoajuda, conhece cientistas no Polo Sul, busca uma sucuri verde gigante na Floresta Amazônica, entra em contato com povos indígenas e tenta até encontrar o segredo da felicidade.
Antes de ir ao encontro de budistas no Himalaia, por exemplo, o artista reflete sobre o efeito do Oscar 2022 em sua vida, evento no qual estapeou o comediante Chris Rock após piada sobre Jada-Pinkett Smith. “Pela maior parte de minha vida, eu me senti muito confiante e acreditei que poderia construir qualquer coisa que quisesse. Eu tinha feito todos os meus sonhos se tornarem realidade. Uns anos atrás, após o Oscar, percebi que nada dura para sempre”, confessa. O ator também se abre sobre excessos prévios: “Tenho uma compreensão mais profunda sobre o conceito de prazer. É como beber água salgada, só te deixa mais sedento”.
As acusações contra o ator
Em comunicado enviado à revista People, a equipe jurídica de Smith negou as acusações, descrevendo as alegações do violinista como “falsas, infundadas e imprudentes”. “Usaremos todos os meios legais disponíveis para contestar essas alegações e garantir que a verdade venha à tona”, atestou o advogado Allen B. Grodsky.
Segundo os documentos do processo, o músico Brian King Joseph acusa Smith e a empresa de “comportamento predatório” e de “preparar e manipular deliberadamente o Sr. Joseph para futura exploração sexual” durante a turnê Based on a True Story, que aconteceu em 2025.
Smith contratou Joseph em novembro de 2024 para se apresentar em um show em San Diego e, posteriormente, o convidou para participar da turnê e tocar em seu próximo álbum. Conforme o relacionamento entre eles se tornou mais próximo, Smith teria dito a Joseph que os dois tinham “uma conexão muito especial”, diferente do que ele tinha com outros membros da equipe.
O violonista se uniu à turnê em março de 2025, para um show em Las Vegas onde quartos de hotel foram reservado para a equipe. No processo, Brian alega que sua mala, que continha a chave do seu quarto, desapareceu por horas antes de ser encontrada e devolvida pela produção, e que membros da equipe de Smith eram os “únicos indivíduos com acesso ao quarto”.
Naquela mesma noite, Joseph voltou aos seus aposentos e descobriu que alguém havia entrado no local, deixando para trás pertences como lenços umedecidos, um frasco de medicamento para HIV com o nome de outra pessoa e um bilhete que dizia: “Brian, volto no máximo às 17h30, só nós dois (coração desenhado), Stone F.”, o que Joseph interpretou como um aviso de que “um desconhecido voltaria em breve ao seu quarto para praticar atos sexuais” com ele.
Na ação, ele descreve que notificou a segurança do hotel e os representantes de Smith, além de relatar o incidente à polícia por telefone. Ele alega, no entanto, que foi humilhado e demitido poucos dias depois por um membro da empresa, que sugeriu que o músico tenha inventado a história. O processo alega ainda que, devido à isso, Joseph sofreu de TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) e prejuízo financeiro.
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