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O destino do chefe da segurança de Rogério Andrade após prisão

Detido pela Polícia Civil do Rio na última quinta-feira, 8, Daniel Rodrigues Pinheiro foi levado para o Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste carioca. Ex-policial militar, Pinheiro é apontado como chefe da segurança do bicheiro Rogério Andrade e estava desde 2022 na lista de foragidos da Interpol. Para as próximas semanas, contudo, há a expectativa de que ele seja transferido a uma unidade federal, como foi feito com o contraventor. 

A possibilidade tem a ver com a escolha do presídio em que Pinheiro está neste momento. Conhecida como Bangu 1, a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino costuma receber presidiários que cumprem algum tipo de punição por irregularidades cometidas na cadeia; ou aqueles que em poucos dias deixarão o local rumo às unidades federais de execução penal. Como o ex-PM está preso há apenas cinco dias, tudo indica que ele se enquadra na segunda opção. 

O pedido para a transferência, contudo, ainda não foi oficializado à Justiça do Rio, responsável por decidir se aceita ou não a solicitação. Tal processo pode levar em torno de vinte dias.

O bicheiro Rogério Andrade, por sua vez, está desde novembro de 2024 no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ele foi preso acusado de matar o também contraventor Fernando Iggnácio.

Ligação direta

As investigações apontam que Pinheiro, além de chefiar uma equipe de 40 seguranças particulares que trabalhavam para o contraventor — coordenando pagamentos mensais que chegam a 210 mil reais — também atuava diretamente no jogo do bicho. O ex-PM seria responsável por por monitorar territórios de exploração da contravenção e planejar operações de ataque contra rivais.

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O ex-PM foi encontrado na favela do Terreirão, no Recreio, Zona Sudoeste da capital fluminense, a partir de monitoramento da Inteligência da Polícia Civil. Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão por organização criminosa, extorsão, corrupção ativa e lavagem de capitais.

Ainda em 2022, Pinheiro foi alvo de denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro que mirava a cúpula do jogo do bicho no estado, com foco no grupo chefiado por Rogério Andrade. Na ocasião, o documento detalhava a atuação do ex-PM, inclusive na coordenação de pagamentos de propina a agentes públicos. Sua importante posição hierárquica na organização criminosa é demonstrada como alguém com proximidade ao contraventor e que fazia segurança também de seus familiares, com ingerência sobre outros seguranças particulares do grupo.

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