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O clube que se posiciona como o grande adversário de Flamengo e Palmeiras

O Bola Quadrada, programa de análise esportiva de VEJA, debateu o reposicionamento do Cruzeiro no cenário nacional após uma série de movimentos ambiciosos no mercado. Para Amauri Segalla e Fábio Altman, o clube sinaliza que pretende se colocar como adversário direto de Palmeiras e Flamengo na disputa por títulos, sustentado por uma SAF com recursos e disposição para investir (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segalla elogiou a estratégia cruzeirense, destacando a renovação de contratos importantes e a retenção de talentos. Segundo ele, o clube conseguiu segurar jogadores como Kaio Jorge e Matheus Pereira, além de preservar atletas da base, após um período em que precisou vendê-los em momentos de dificuldade financeira. O objetivo, afirmou, é claro: montar um elenco competitivo e caro, capaz de brigar no topo.

Tite é a peça que falta para dar liga ao elenco?

A principal dúvida levantada no programa diz respeito ao comando técnico. Para Segalla, Tite chega como uma incógnita. Embora tenha vivido fase vitoriosa no Corinthians, o treinador não conseguiu repetir o mesmo desempenho com a Seleção, o que levanta questionamentos sobre sua capacidade de organizar um elenco repleto de estrelas no Cruzeiro.

Altman ponderou que Tite é reconhecido como bom organizador defensivo, especialmente do meio para trás, mas concordou que será preciso tempo para avaliar como ele fará o time “dar liga”. A estreia da equipe, com derrota em casa, foi citada como um primeiro sinal de que o processo pode ser mais complexo do que o entusiasmo inicial sugere.

Gerson justifica o investimento recorde?

A contratação de Gerson, apontada como a mais cara da história do futebol brasileiro, foi um dos principais pontos de debate. Altman questionou se o meio-campista justifica o valor de 27 milhões de euros, mais bônus, afirmando que se trata de um bom jogador, mas que não “faz brilhar os olhos”. Para ele, Gerson ajuda a organizar o meio-campo, mas não é um atleta capaz de resolver partidas sozinho.

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Segalla discordou e defendeu o jogador, afirmando que, na sua posição, Gerson é o melhor em atividade no Brasil. Ele lembrou o desempenho do atleta no Flamengo e sua presença constante na seleção brasileira, mas reconheceu um ponto de interrogação: o histórico irregular na Europa, de onde retornou mais de uma vez.

Liderança técnica ou apenas equilíbrio?

A discussão avançou para o papel de protagonismo. Altman argumentou que Gerson não é o tipo de jogador que “bate no peito” em jogos decisivos, diferentemente de atletas como Memphis  ou Neymar, citados como exemplos recentes de jogadores que assumiram a responsabilidade em momentos críticos. Para ele, mesmo considerando a função tática do meio-campista, falta a Gerson esse perfil decisivo que muda o destino de partidas.

Segalla admitiu que a posição em campo limita esse tipo de protagonismo, mas voltou a questionar se o Cruzeiro não estaria tentando justamente montar um time “extraordinário” no coletivo — o que, segundo ele, nem sempre funciona, lembrando casos históricos de elencos estrelados que fracassaram.

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E o Atlético, o que fazer com Hulk?

O programa também abordou a situação do Atlético Mineiro e o futuro de Hulk. Segalla classificou como “ingratidão” qualquer tentativa de afastamento do atacante, lembrando que ele elevou o patamar do clube nos últimos anos. Para o editor-executivo, Hulk segue sendo um jogador raro no futebol brasileiro, com números consistentes de gols e assistências ao longo das temporadas.

Altman, por sua vez, reconheceu a importância histórica do atacante, mas lembrou que 2025 foi um ano difícil para o Atlético como um todo. Ele citou o peso do elenco caro e episódios recentes que marcaram negativamente a temporada, ponderando que, apesar do passado vitorioso, o clube vive um momento de reflexão sobre seu projeto esportivo.

Ao fim da discussão, o Bola Quadrada deixou claro que Cruzeiro e Atlético entram em 2026 cercados de expectativas e dúvidas. Para Segalla e Altman, dinheiro e nomes de peso são apenas o ponto de partida — a resposta, mais uma vez, dependerá de como essas peças se encaixarão dentro de campo.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Bola Quadrada (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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