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Novas escavações em Pompeia trazem à tona objetos de luxo de Roma antiga

Novos trabalhos arqueológicos realizados nos arredores de Pompeia revelaram ambientes ricamente decorados e objetos associados à elite romana, preservados desde a erupção do monte Vesúvio, em 79 d.C., que cobriu a região com cinzas e detritos vulcânicos.

A construção é atribuída a Popeia Sabina, segunda esposa do imperador romano Nero, e integrava a área de Oplontis, um refúgio à beira-mar frequentado pela elite de Roma. Hoje, a área hoje pertencente à cidade de Torre Annunziata, no sul da Itália. O complexo, construído no século I a.C. e ampliado décadas depois, é considerado uma das residências mais luxuosas já encontradas na região atingida pela erupção.

O que foi encontrado nas novas escavações?

Em um grande salão conhecido como oecus, arqueólogos identificaram fragmentos de pinturas murais com alto nível de detalhamento. Entre os elementos recuperados estão a imagem de uma fêmea de pavão, máscaras teatrais e motivos florais, todos preservados sob as camadas de material vulcânico.

Uma das máscaras representa o personagem Pappus, figura típica das comédias populares romanas, conhecido por retratar um homem idoso que tenta se passar por jovem e acaba sendo alvo de zombarias. O achado chama atenção porque, no mesmo ambiente, predominam imagens ligadas ao teatro trágico, o que sugere uma combinação pouco comum de referências artísticas.

Além disso, foram identificados quatro novos cômodos, elevando para 103 o número total de ambientes conhecidos da vila.

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Archaeological Park of Pompeii
Máscara teatral encontrada nas escavações representa Pappus, personagem típico das comédias populares da Roma antiga.Archaeological Park of Pompeii/Reprodução

Como o local foi tão bem preservado?

Segundo os arqueólogos, a residência provavelmente estava desocupada no momento da erupção. A região funcionava como um refúgio de veraneio para famílias ricas de Roma, e a vila pode ter sido usada apenas em determinadas épocas do ano.

O material expelido pelo Vesúvio não apenas destruiu a área, como também criou uma espécie de cápsula do tempo. Cinzas e pedras formaram camadas que isolaram paredes, pinturas e estruturas de madeira, permitindo que detalhes do cotidiano romano sobrevivessem por quase dois milênios.

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Archaeological Park of Pompeii
<span class=”hidden”>–</span>Archaeological Park of Pompeii/Reprodução

O que os novos achados revelam sobre a vida da elite romana?

Os trabalhos também permitiram reconstruir parte do jardim da vila. Por meio de moldes de gesso, foi possível identificar onde ficavam árvores e arbustos ornamentais, organizados de forma simétrica ao longo das colunas que sustentavam o pórtico sul da residência.

A equipe está restaurando dois pequenos quartos localizados na ala sudoeste do complexo. Esses ambientes apresentam estuques, pisos de mosaico e pinturas em cores vivas, incluindo o chamado “azul egípcio”, um pigmento sofisticado e caro para a época. Em um dos cômodos, os vestígios indicam que a decoração ainda estava inacabada quando o Vesúvio entrou em erupção.

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Segundo os arqueólogos, o conjunto de novos dados ajuda a entender melhor como se organizavam as residências de alto padrão no fim do Império Romano e como os moradores interagiam com o espaço natural ao redor.

As escavações seguem em andamento e devem revelar, nos próximos meses, novas informações sobre a estrutura da vila e o modo de vida de quem ocupava um dos endereços mais luxuosos da Roma antiga.

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