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‘Não há como eles entrarem na Venezuela’, dispara Maduro sobre pressão militar dos EUA

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, discursou para tropas nesta quinta-feira, 28, afirmando que “não há como” os Estados Unidos invadirem o país, alertando que Caracas está pronta para defender sua soberania. A declaração acontece após a aproximação de navios de guerra americanos em meio às tensões com o governo de Donald Trump.

“Depois de 20 dias de cerco contra a nação venezuelana, (posso) dizer que hoje estamos mais fortes, mais preparados para defender a paz, a soberania e a integridade territorial”, disparou. 

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Vestido com fardamento militar, Maduro declarou que a Venezuela recebe a “admiração” de países como China e Rússia por sua postura. “Estamos dando um exemplo como povo rebelde para despertar a consciência anti-imperialista e anticolonialista do continente”, completou.

O mandatário também enalteceu o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que determinou o envio de 25 mil soldados para patrulhamento da região de Catatumbo, uma zona estratégica perto da fronteira entre os dois países.

Embarcações militares americanas começaram a se aproximar das águas venezuelanas nesta quinta. Sete navios de guerra e um submarino de capacidade nuclear foram despachados pelo governo Trump, transportando mais de 4 mil soldados, segundo a agência de notícias Reuters.

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+ O que está por trás do envio por Trump de navios de guerra para a Venezuela

A tensão entre as duas nações vem escalando ao longo do mês de agosto. Washington acusa Maduro de liderar o Cartel de los Soles — grupo classificado como terrorista pelos Estados Unidos — e a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, prometeu o uso de força total contra Caracas – insinuando um possível ataque.

No dia 8, os EUA dobraram a recompensa pela captura do presidente venezuelano, chegando a US$ 50 milhões. De acordo com o secretário de Estado americano, Marco Rúbio, o mandatário foi responsável pelo tráfico de drogas para o território estadunidense por mais de uma década e tomou o poder de forma não democrática.

Os movimentos americanos levaram o Palácio de Miraflores a fazer uma denúncia junto às Nações Unidas por uma suposta “campanha terrorista” dos EUA contra o regime de Maduro. “É uma operação massiva para justificar o que os especialistas chamam de ação cinética – ou seja, intervenção militar”, declarou o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada.

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