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Não estou buscando aceitação de ninguém, diz Heloísa Helena

De volta à Câmara para assumir cadeira deixada por Glauber Braga, que foi suspenso por seis meses em decisão do plenário, a deputada Heloísa Helena indicou que não deve se alinhar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua passagem pelo Congresso Nacional.

“Não estou aqui para ser amiga pessoal de ninguém. Estou aqui por rápidos seis meses. Não estou aqui buscando amizades, nem aceitação de ninguém. Estou aqui para cumprir a minha obrigação, com a rigidez que considero que tenho que ter e meu coração mole é com as crianças, com os enfermos nos hospitais, com as minhas netas. Não estou procurando amizade pessoal com ninguém, já tenho amigos suficientes”, disse Heloísa ao Radar ao ser indagada sobre um eventual alinhamento ao Palácio do Planalto.

Já em seu primeiro discurso no plenário, a parlamentar havia dado indícios de que não buscaria nenhuma aproximação com o petista. Na ocasião, ela afirmou já ter sido derrotada nas urnas por “conluios palacianos” e prometeu lutar “sem conciliação com o governo federal em qualquer traição de classe”.

Ao Radar, Heloísa brincou para tranquilizar os colegas que estão incomodados com seu retorno ao Legislativo. “Minha passagem é rápida, mas eu não sou brisa suave. Sou filha da tempestade, ainda bem”.

A deputada negou que aliados tenham se mobilizado contra Glauber para garantir seis meses de mandato a ela. “Só fiquei mais tranquila quando Glauber falou comigo. Fiquei triste com a circunstância. Voltar numa situação dessas, na suspensão de um mandato legítimo de um deputado combativo é muito triste. Mas ele estava muito feliz, porque conseguiu derrotar a poderosa posição que cassava o mandato e oito anos de direitos políticos dele. Então, fiquei mais tranquila”.
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Assim como Glauber, ela promete um acompanhamento sobre as emendas parlamentares e sobre supostos esquemas em torno dos recursos destinados às bases eleitorais.
“Todos os canalhas da política foram alimentados por Executivos, inclusive por aqueles que se diziam progressistas. Eles são insaciáveis e acaba sobrando sempre para o povo”, concluiu.

 

 

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