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‘Não é para análise econômica, mas para um psiquiatra’, diz economista sobre Trump

A nova escalada retórica de Donald Trump ganhou contornos ainda mais sensíveis após a divulgação da mensagem enviada ao primeiro-ministro da Noruega. No texto, Trump reafirma a imposição de tarifas de 10% a partir de fevereiro — com aumento para 25% em junho de 2026 — contra países europeus e vincula a pressão sobre a Groenlândia ao fato de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz, atribuindo à Noruega parte dessa “responsabilidade”. A reação foi imediata: reforço da patrulha no território e protestos em Copenhague contra as ameaças americanas.

Para Ricardo Rodil, economista e líder de mercado de capitais da Crowe Macro, o episódio ilustra um cenário “complicado” e de elevada imprevisibilidade. Ao comentar a mistura de estratégia militar, comércio e ressentimentos pessoais — como a referência ao Nobel — Rodi ironizou que o caso “não é para análise econômica, mas para um psiquiatra”. No plano macro, ele vê os Estados Unidos atuando contra a lógica da globalização e empurrando o mundo para uma divisão em blocos.

A União Europeia, segundo o economista, aparece como o elo mais frágil desse processo. Historicamente dependente do guarda-chuva de segurança da OTAN, o bloco agora acelera esforços para ganhar autonomia militar e tecnológica. Nos mercados, o efeito é claro: aumento do prêmio de risco, mais ruídos nas cadeias produtivas e investidores adotando postura defensiva diante de um ambiente geopolítico cada vez mais errático.

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