O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) acionou a Justiça com uma ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e mais dez pessoas, por um suposto esquema de corrupção que movimentou R$ 32 milhões em propinas. A investigação, desdobramento do caso QG da Propina, aponta que o grupo fraudava licitações da prefeitura usando empresas de fachada, notas fiscais falsas e contratos fictícios. Segundo o MP, o esquema era coordenado de forma planejada pelo então prefeito e pelo empresário Rafael Alves, com foco em um contrato de R$ 789 milhões do Previ-Rio com a Assim Saúde.
A ação detalha que a licitação foi direcionada ilegalmente, com o edital elaborado sob medida para a empresa vencedora. Estaria ajustada uma propina correspondente a 3% do valor global dos contratos, com pagamentos que chegavam a R$ 2 milhões por mês.
O MP afirma que Crivella tinha ciência total dos atos, e o esquema operava por meio de empresas de fachada que emitiam notas frias para mascarar os repasses ilícitos. Além da devolução integral dos R$ 32 milhões aos cofres públicos, o Ministério Público pede multa e suspensão dos direitos políticos dos acusados por até 14 anos.
Em nota de defesa, Marcelo Crivella nega as acusações, afirmando que se trata de uma terceira denúncia com a mesma narrativa em anos pré-eleitorais, e que a contratação foi um credenciamento legal, aprovado pelos órgãos de controle. O processo está sob análise da Justiça, sem decisão até o momento.