O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse, nesta quarta-feira, 7, que vai se encontrar com autoridades dinamarquesas na semana que vem para discutir o desejo de Trump de adquirir a Groenlândia.
Segundo ele, uma reunião urgente foi marcada após pedidos dos ministros das Relações Exteriores dos dois países do Ártico.
Quando anunciou o encontro, Rubio respondia a um questionamento sobre o motivo do governo Trump não ter aceitado a solicitação de conversa sobre a ilha feita pela Dinamarca.
Durante uma entrevista coletiva em Washington, o diplomata não respondeu diretamente à pergunta sobre o governo Trump estar disposto a arriscar aliança selada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Para a primeira-ministra dinamarquesa, um ataque dos EUA à Groenlândia significaria o fim do pacto militar.
“Não estou aqui para falar sobre a Dinamarca ou sobre intervenção militar, vou me reunir com eles na próxima semana”, afirmou Rubio na ocasião. “Teremos essas conversas com eles então, mas não tenho nada mais a acrescentar”, completou. O secretário reforçou, ainda, que todo presidente tem a opção de lidar com ameaças à segurança nacional de seu país com o uso das Forças Armadas. De acordo com ele, o governo americano sempre tenta resolver questões diplomáticas de diferentes maneiras antes de escolher o uso do poderio militar.
Em resposta a outra pergunta, Rubio disse que Trump já havia mostrado seu interesse em anexar a Groenlândia no seu primeiro mandato. “Essa sempre foi a intenção do presidente, desde o início”, acrescentou. O diplomata também declarou que o republicano não é o primeiro chefe do Executivo americano a querer adquirir o território.
Por sua vez, Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, afirmou em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira que a compra da Groenlândia está sendo “ativamente discutida pelo presidente e pelo time de Segurança Nacional”.
Leavitt reforçou, ainda, que o objetivo de anexar a ilha aos EUA seria “deter a agressão russa e chinesa na região do Ártico”.
Quando questionada sobre o porquê dos Estados Unidos não descartarem a opção de intervenção militar, a porta-voz afirmou que o presidente não desconsidera a possibilidade porque não quer divulgar sua estratégia de política externa para o resto do mundo, incluindo aliados e principalmente adversários.
“Todas as alternativas estão sempre em cima da mesa. Mas direi apenas que a primeira opção do presidente sempre foi a diplomacia”, finalizou.