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Maioria dos brasileiros concorda com operação dos EUA na Venezuela, revela pesquisa

Cerca de 51% dos brasileiros concordam com a operação dos Estados Unidos na Venezuela, que levou à deposição e prisão do ditador Nicolás Maduro, revelou a pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira, 19. Ao menos 28% discordam totalmente ou em parte; 6% não concordam, nem discordam da ação e 15% preferiram não opinar a respeito. O levantamento foi realizado entre 10 e 14 de janeiro e entrevistou 2.000 pessoas em 130 municípios brasileiros.

O apoio à intervenção americana é maior entre brasileiros que possuem renda familiar maior que 5 salários mínimos (62%), os evangélicos (61%), quem tem de 25 a 34 anos (60%), aqueles cuja renda familiar é de 2 a 5 salários mínimos (59%) e os homens (58%). Cerca de 73% dos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), considerando o pleito de 2022, concordam com a operação, contra 34% das pessoas que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Moradores do nordeste são, em peso, contrários à interferência, com 35%.

A avaliação sobre os motivos para a operação dos EUA é variada. Para 26% dos entrevistados, o governo de Donald Trump desejava assumir o controle do petróleo e dos recursos naturais venezuelanos — alternativa mais comum entre brasileiros com maior grau de instrução e renda familiar. Em segundo lugar, com 22%, está a defesa da democracia e dos direitos humanos no país caribenho, resposta mais escolhida por evangélicos e eleitores de Bolsonaro.

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O combate ao narcotráfico — principal alegação da Casa Branca — representou 18% das respostas.  A garantia da segurança nacional americana e o enfraquecimento dos governos de esquerda na América Latina são citados por apenas 6% dos entrevistados, cada. No total, 23% não souberam opinar. Ao mesmo tempo, dois em cada três entrevistados (66%) defendem que o Brasil se mantenha neutro frente à ação, enquanto 17% acreditam que deva apoiá-la. Apenas 9% apontam que o governo Lula deveria ser contra.

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“Os dados revelam uma dualidade na percepção dos brasileiros. Por um lado, há um apoio pragmático a uma ação de força contra um regime visto como autoritário. Por outro, há uma desconfiança histórica sobre as reais intenções de intervenções geopolíticas na América Latina, com o interesse econômico sendo visto como o principal motor”, disse Marcia Cavallari, head da Ipsos-Ipec.

Além disso, os participantes foram questionados sobre potenciais efeitos para o Brasil: 29% acreditam que a ação trará consequências negativas para o país, 23% enxergam impactos positivos e 28% avaliam que não haverá nenhuma consequência. A pesquisa também analisou sobre a percepção dos brasileiros de uma operação similar ser realizada no país. A maioria (57%) afirma não ter medo algum de que isso aconteça, 37% demonstram algum nível de preocupação, sendo que 14% dizem ter muito medo e 23%, um pouco.

 

 

 

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