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Louvre volta a fechar devido a greve; Funcionários denunciam condições de trabalho

O Louvre não abriu suas portas nesta segunda-feira, 12, devido a uma greve de funcionários, mobilizados desde meados de dezembro contra as condições de trabalho no museu, o mais visitado do mundo. A instituição em Paris ganhou os holofotes — e por motivos menos que nobres — desde outubro do ano passado, quando uma quadrilha subtraiu peças inestimáveis da coleção, abrindo acusações de negligência contra a diretoria e o governo francês.

Os sindicatos Confederação Democrática Francesa do Trabalho (CFDT) e Confederação Geral do Trabalho (CGT) informaram que os funcionários votaram em uma assembleia pela continuidade da paralisação, devido aos poucos avanços nas negociações com a direção do Louvre.

Um porta-voz do museu, que recebeu quase milhões de visitantes no ano passado, comunicou que a instituição não está em condições de abrir e permanecerá totalmente fechado nesta segunda-feira. Durante a mobilização, iniciada em 15 de dezembro, o Louvre quase sempre conseguiu abrir parcialmente, sobretudo o “percurso das obras-primas”, que inclui a Mona Lisa, a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia.

Os funcionários protestam contra a falta de pessoal, especialmente na vigilância das salas, e contra o aumento de 45% no preço dos ingressos para turistas de fora da Europa, medida que entra em vigor em 14 de janeiro e ameaça reduzir a visitação. A maioria dos turistas que passam pelo local vêm de países como Estados Unidos, Reino Unido e China.

“Consideramos isso uma discriminação inaceitável”, disse Christian Galani, um representante sindical da CGT, ao jornal britânico The Guardian em dezembro. “Pior ainda, esses visitantes teriam que pagar mais para ver um museu em ruínas, onde não podem acessar toda a coleção porque temos uma falta crônica de funcionários e as salas são fechadas com frequência.”

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O museu está no olho do furacão desde o espetacular roubo de 19 de outubro, quando quatro homens invadiram o edifício no 1º arrondissement de Paris por uma janela e levaram, em questão de minutos, várias joias da coleção da coroa francesa, avaliadas em mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 537 milhões, na cotação atual).

A instituição também teve que fechar, em novembro, uma galeria com nove salas contendo cerâmica da Grécia Antiga em novembro devido à deterioração do edifício e preocupações estruturais, além de sofrer um vazamento de água que danificou centenas de obras do setor de antiguidades egípcias.

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