O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão desta segunda-feira, 26, em leve baixa de 0,08%, estacionando nos 178,7 mil pontos. O dólar, por sua vez, encerrou em queda, cotado a 5,28 reais.
O mercado opera com cautela após as altas seguidas observadas na semana passada. Na última sexta-feira, a bolsa de valores ultrapassou a marca de 178 mil pontos pela primeira vez na história. Hoje, no cenário doméstico, os investidores corrigem ativos à espera pela divulgação dos dados do IPCA-15, prévia da inflação, na terça-feira e pela Superquarta.
Em relação à reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), o especialista em investimentos da Manchester Investimentos, Eduardo Amorim, comenta que o cenário-base projetado pelo mercado consiste na manutenção da taxa Selic em janeiro e, mais do que a decisão em si, a atenção ficará sobre o tom do comunicado: “se o Copom reforçar cautela, juros altos por mais tempo”. A expectativa em torno da política monetária nos Estados Unidos também é de manutenção dos juros.
Somado a isso, o Boletim Focus semanal reduziu a previsão de inflação de 2026 de 4,02% para 4%. Com isso, o IPCA previsto segue abaixo do teto da meta, que é de 4,5%, mas acima de seu centro de 3%. As instituições financeiras consultadas pelo BC não veem muita margem para cortes substanciais de juros. As expectativas para 2027, 2028 e 2029 são, respectivamente, de que a Selic encerre em 10,50%, 10% e 9,50%.
Entre as ações de maior peso no índice, os bancos operaram com desempenho majoritariamente positivo. O Itaú (ITUB4) liderou os ganhos, com alta de 1,33%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que avançou 0,49%. O Bradesco (BBDC4) subiu 0,43%, enquanto o Santander (SANB11) nadou em direção contrária e teve desvalorização de 0,62%.
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