O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão desta quinta-feira, 22, em forte alta de 2,20%, avançando para os 175,5 mil pontos. Trata-se de um novo recorde intradiário, impulsionado principalmente pela entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira e por uma maior tomada de risco do investidor internacional. O dólar, por sua vez, encerrou em queda, cotado a 5,28 reais, menor valor desde novembro de 2025.
Entre as ações de maior peso no índice, os bancos operaram com desempenho positivo, também puxando a alta do Ibovespa. Próximo das 18h, o Banco do Brasil (BBAS3) liderou os ganhos, com alta de 4,69%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que avançou 3,38%. O Bradesco (BBDC4) subiu 2,73%, enquanto o Santander (SANB11) teve valorização de 1,68%.
Hoje, o mercado operou ainda de olho na suavização da retórica geopolítica de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em relação à Groenlândia. Na véspera, o republicano afirmou que “não usará a força” para tomar a Groenlândia, mas exige “negociações imediatas”. Ele também decidiu suspender as tarifas de 10% contra países da Europa que entrariam em vigor em 1º de fevereiro.
Somado a isso, foram divulgados dados do Produto Interno Bruto e do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. O PIB do país cresceu 4,4% no terceiro trimestre de 2025 e representa o ritmo mais forte de crescimento em dois anos. Já o núcleo do PCE, índice preferido do Federal Reserve, subiu 0,2% em novembro em relação a outubro, em linha com o esperado por especialistas. “O resultado abre espaço para queda de juros no país norte-americano, e, consequentemente, temos margem para o afrouxamento monetário no Brasil”, afirma Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) da autoridade monetária dos EUA se reúne no dia 28 de janeiro para definir o rumo da política monetária. Segundo a plataforma FedWacth, 95% do mercado espera que os juros devem se manter no patamar entre 3,5% e 3,75%. Ainda assim, a maioria dos analistas precifica um corte de juros de 0,5 ponto percentual para o fim de 2026. A queda de juros nos Estados Unidos abre ainda mais o apetite do investidor estrangeiro, o que é outro fator para atrair fluxo de capital e impulsionar os recordes do Ibovespa.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado: